27 maio 2010

ESPELHO

Se você não se enxerga no espelho
Olhe nos meus olhos

Se você não quer se ver
Olhe para mim

Se você não se quer assim
Deixe que eu te queira

Fuja de você
E venha para mim!

Só que não demore demais, estou de passagem pela sua vida...


* Imagem "Espelho" de Rene Magritte

09 maio 2010

Em seus braços...



Então acabou, a alegria dele era visível, a tristeza dela sentida.
Não existiam palavras que exprimissem a dor que estava em seu peito, nem lágrimas que a aliviassem.

Ele ofereceu seu braço, seu ombro, ela se aninhou ali, na dobra, ficou tentando se acalmar, respirando fundo, estava gelada, não só pelo ar-condicionado que estava no último. Aos poucos foi melhorando e sentindo o calor do corpo dele, foi “acordando”, se aconchegando e assim esqueceu-se do resto, do mundo lá fora, das suas dores, das suas frustrações e se deixou levar pelo o que ele podia proporcionar.

Era uma dança que só eles sabiam os passos, uma música que só eles ouviam, um momento único em que mais nada e ninguém tinha importância.

Enfim, o fim, a noite acabou, o sono veio, o dia chegou, e a dor foi embora....
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(Texto inspirado no livro “Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres” da Clarice Lispector)

29 abril 2010

Desabrocho



Sob seu olhar eu desabrocho
Sob seu olhar perco meu jeito
Sob seu olhar me sinto despida
Sob seu olhar me sinto perdida

Fazemos uma dança muda
Mexemos os pés ao mesmo tempo
Na mesma direção
Nos olhamos no mesmo instante
Nossas mãos se tocam sem percebermos

Ainda não sei o que é isso
Onde vai dar
Se tem futuro ou se terá passado
Só sei que no presente eu desabrocho

E me descubro!

17 abril 2010

Estranho amor, forte amor, louco amor




Como se põe um amor de 26 anos em palavras? Não faço ideia.
Lembro bem do dia que o vi a primeira vez, foi na TV na Gazeta com o vídeo “Pride” em 1984, fiquei doida, quem é aquele cara lindo, que canta com a força de um deus e a voz de um anjo?
Descobri que era uma banda irlandesa chamada U2 e que ele era o Bono Vox (segundo nome que não usa mais).
- Muito prazer, lindo, maravilhoso, quero saber mais de você, quero fazer parte da sua vida, ou melhor, já que isso não é possível, que venha fazer parte da minha.

Desde esse dia ele me acompanhou na faculdade, nos meus namoros, na primeira transa, nos meus sucessos, nos meus desencontros, no meu crescimento. Ficava algum tempo sem dar notícia, mas quando dava era sempre em forma de música. De longe também acompanhei as mudanças de visual, de comportamento, de aumento da família, da participação cada vez mais ativa em movimentos sociais e nesse ponto sou obrigada a reconhecer o envolvimento da minha eterna “rival”, a Ali, sua esposa. Ai, como já senti inveja dessa mulher, mas passou, ele é meu amor idealizado.

Quando veio ao Brasil em 1998 eu era uma das primeiras na fila para comprar os dois ingressos do show em São Paulo, me arrependi de não ter ido ao Rio e foi uma emoção indescritível quando ele entrou no palco naquele janeiro, verão, ainda tinha sol quando chegou e já cantando. Foi uma coisa linda, jamais vou esquecer, ainda teve a dose dupla no dia seguinte, mais perto, na pista, mas nunca perto o suficiente para matar a minha vontade de agarrá-lo, apertá-lo, de ser escolhida para dançar com ele, juntinho...

Depois ficou anos sem aparecer por aqui, voltou em 2006 e fui taxada de louca por muita gente, enfrentei uma fila de 12 horas e não consegui comprar o ingresso, cheguei em casa quase meia-noite chorando, sem acreditar que ele viria e que não estaria lá para vê-lo. Para o segundo show a venda foi por telefone e mais de 10 pessoas estavam tentando comprar para mim, o medo era que infartasse ou coisa parecida se não fosse encontrá-lo. Deu tudo certo, fui a primeira a conseguir comprar e ainda peguei para mais gente. Perto do show consegui comprar ingresso para ir no outro também, a desorganização foi tanta que não sei como a empresa que vendeu os ingressos não faliu por conta das pragas que eu e milhares de pessoas jogamos.

Mais uma vez eu tive a oportunidade de estar no mesmo lugar, de poder cantar, gritar, me emocionar, foi demais. E desde então estou esperando por ele. Infelizmente não pude sair do Brasil para ir ao seu encontro, ainda estou na torcida que ele venha e me faça feliz novamente.

Dia 10 de maio ele completa 50 anos, sempre brinquei com minhas amigas que se me vissem abraçada a um homem mais velho podiam apartar que era briga e no entanto chegou o dia em que me vejo apaixonada por um cinqüentão. Claro que não é qualquer cinqüentão, é O cinqüentão. Mas também depois de 26 anos eu também não sou mais uma mocinha, os cinqüenta logo virão ao meu encontro, mas até lá vou curtir o dele.

Claro que tudo isso é um amor de fã, não tem uma conotação de não ter noção da realidade. Suas músicas, as letras, sua poesia falam ao meu coração, mesmo após tanto tempo. É desse amor que eu falo, que me alimenta, que me faz bem e que me deixa louca, pirada quando sei que ele está em terras tupiniquins.

Enfim, meu “amor” fará 50 anos dia 10 de maio, ele se chama Paul Hewson, vulgo Bono, vocalista do U2, que irei amar até mesmo quando ele for centenário e ninguém, jamais, vai ocupar o espaço que ocupa no meu coração e na minha vida.

Obrigada por me fazer tão bem, Bono!



www.paulhewson.com
www.u2.com

21 março 2010

AMOR TRANSCENDENTAL




Esses dias vi mais de uma pessoa infeliz ou por falta de amor ou por excesso de amor. Sim, tem gente que é infeliz por excesso. Tudo que é demais também cansa, exaure, faz com que a outra pessoa canse. Amor por demais gera ciúmes, controle, desconfiança.

A falta de amor faz com que a pessoa se sinta incompetente, por não conseguir ter na vida a família do comercial de margarina, de carro novo, de viagem.

Vou fazer um parênteses aqui: tem um novo comercial de margarina que mostra uma nova relação, um filho com ciúmes da mãe por conta do namorado novo, sinais dos tempos? Será que os publicitários sacaram que essa família perfeita que venderam por tanto tempo só existia na cabeça deles?

Voltando ao texto, conversando com uma amiga essa semana ela me falou algo que me fez pensar no assunto, me disse que as pessoas não procuram o AMOR, mas sim o casamento, um namorado, não existe sentimento quando a outra pessoa expressa que está querendo ter alguém na vida.
Entendi o que ela quis dizer, só que prá mim é muito difícil alguém assumir com todas as letras que está carente, talvez nem ela saiba como expressar isso, que o que quer mesmo é um AMOR, um sentimento que a mantenha viva, que a faça querer ficar mais bonita, mais viva, porque existe alguém que vai olhá-la, que vai dizer “Oi, estou aqui!”, aprendi que precisamos do OLHAR do outro, por mais individualista que sejamos, por mais independentes, livres, etc, faz parte do nosso DNA talvez, essa necessidade de um alguém nas nossas vidas.

Pelo menos eu sinto muito falta, demorei anos para assumir isso, quero ter esse SER ESPECIAL, não perfeito, não encantando, não modelo de comercial de roupa da moda, mas sim um SER HUMANO, como eu, que tem vontades, desejos, raiva, fome, alegria, inteligência, integridade, momentos ruins, momentos bons, que vive a vida como ela é e não como os filmes de Hollywood vende, porque ninguém mostra depois do THE END.

Procurei o significado da palavra TRANSCENDENTAL que me veio a cabeça quando resolvi escrever esse texto e tem mais de um, o primeiro é a relação de Deus com o mundo e o segundo é mais conceitual, é como vemos o mundo, como constituímos um objeto e como o experimentamos.

Talvez nenhum dos dois significados expressem o que queria dizer, sei que o amor que procuro é o do dia-a-dia, que agüenta o tranco dos congestionamentos, da falta da imaginação, da preguiça de ir na padaria comprar pão fresco, da paciência com o excesso de trabalho, da festa de família, de empresa, que lembra de comprar um flor para enfeitar a casa, que traz um mimo sem motivo algum, que manda torpedo também sem razão, que diz que bonita a roupa nova que comprou, que percebe que a roupa de cama é nova, que simplesmente senta do seu lado no sofá e não se preocupa onde está o controle remoto e sim onde está sua mão para poder pegar.

Esse é o meu transcendental, espero que existe alguém em algum lugar que pense parecido, senão continuarei com a minha programação normal, sem plantões extraordinários do Jornal Nacional.

16 dezembro 2009

PARA DANIELA


Percorri um caminho que jamais seria possível sem a Daniela, Dani para os íntimos. Foram 3 anos e 5 meses, 41 meses, 1.230 dias mais ou menos.

Lá no começo ela me disse que não seria fácil, que muitas vezes teria muito ódio dela, ia querer parar, nunca mais voltar, mas que estaria do meu lado, caminharia exatamente ao meu lado, nem à frente, nem atrás e ela cumpriu o combinado.

Como ela avisou tive dias muito difíceis, que saí arrasada, que vi e mexi em coisas que não queria, descobri coisas sobre mim que não sabia, me conheci em vários sentidos.

Cortei muita coisa que não me servia mais, e isso refere a roupas, sapatos, livros, pessoas. Mudei de casa, de aparência, de estilo, mas principalmente mudei por dentro. Ela me disse que o meu exterior hoje reflete o meu interior, e isso me deixou muito satisfeita.

Deixei de me envolver com o que não era do meu interesse, parei de me “misturar” e também não deixei mais invadirem meu espaço.

Não deixei de amar as pessoas realmente importantes na minha vida, mas fui VIVER a minha, sem peso na consciência, virei uma EGOísta, passei a pensar, a me preocupar com meu bem estar.

Uma das primeiras perguntas que ouvi foi “Quem cuida da Eli?!”, isso doeu demais, porque ninguém cuidava, nem eu!!! Que absurdo. Hoje EU CUIDO de mim, talvez não da forma ideal, porém já estou bem adiantada e vou chegar lá.

Sou muito grata a Dani, ela é, foi e será muito importante na minha vida. Enquanto tiver consciência, respirar e ser dona dos meu atos me lembrarei da minha companheira de viagem, a que me abriu um novo mundo e me ajudou a me inserir nesse mundo.

Foi um processo terapêutico que não tem preço, é incalculável, não da para medir em palavras, mesmo que escrevesse por todos os dias que passei no seu consultório não daria para expressar o que foi tudo isso.

Agradeço ao Hebert por ter me indicado a Dani, ele me disse que ela era a pessoa certa para me ajudar e acertou na mosca!

DANI, cada hora, cada sessão foram importantes demais pra mim, nunca esquecerei as nossas conversas, as nossas risadas, todas as vezes que fiz você rir com alguma tirada e se um dia eu escrever um livro você será uma das primeiras pessoas a receber um exemplar, porque sempre me incetivou.

Vou continuar meu caminho sozinha, vou voar, sei que estará disponível, que posso voltar quando quiser, é bom saber que existe um porto seguro para retornar. Agora tenho que andar pelas minhas próprias pernas, é preciso, eu preciso, e ainda tenho uma tarefa: acreditar em mim como você acredita, vejo isso em seus olhos, quando fala comigo, quando me ouve, quando me entende.

Agora eu me vou, o caminho é longo, sempre que puder lembre de mim, saiba que você faz parte da minha vida, do meu espaço, do meu mundo.

Obrigada é muito pouco, porém é a palavra que nosso idioma tem para expressar o que sinto agora.

Ah, estou sentindo e não pensando!!!!

Beijos.

11 dezembro 2009

Quero um homem de pegada!


Sei que o título pode parecer apelativo, mega carente, mas cansei de homem com mão boba indecisa, homem que não sabe pegar, que não sabe falar, que não sabe o que quer.

Quero um homem que saiba pegar, que fale “vem cá, minha nega!”, que me chame de lagartixa e me jogue na parede, que me chame de duplicata e me ponha no pau.

Onde estão esses homens? Ficaram presos no século passado? Impossível que eles tenham desaparecido do mercado, que tenham se tornado um animal em extinção e se foi isso que aconteceu porque não abriram nenhuma ONG para tentar encontrar algum e tentar preservar a espécie? Cadê o Greenpeace? Será que terei que fazer passeata na rua?

Será que eles estão nas obras, nos salões de forró, nos pagodes, nos churrascos de final de semana, nos botecos de esquina jogando sinuca, nos “arrasta-pés” da vida? Porque nos lugares que vivo e freqüento não vejo nenhum.

Vi no programa da Oprah um documentário dizendo que as mulheres escolhem os homens pela sua renda anual, mas que isso está mudando porque muitas não precisam disso, são independentes. Esse é o meu caso, meu salário é suficiente prá mim, não preciso disso.

Já ouvi dizer que como as mulheres estão muito fáceis, que têm muitas no mercado, os homens se fazem de difícil, escolhem bastante, mas me parece que o “macho man” hoje só existe na música que os gays adoram.

Na minha última ida ao Rio de Janeiro peguei um taxista que adora conversar e como estava atrasada e com medo de perder o vôo (acabei passando tanto medo com ele correndo na Linha Amarela que quase me arrependi de ter pedido que ele fosse rápido) entrei no papo dele.
Começou perguntando se vou sempre pra lá, etc, se meu marido estava me esperando, crianças, bla, bla, até eu falar que ninguém me esperava, nem peixe de aquário prá ele dizer que era um absurdo que uma mulher como eu, bonitona, bla, bla, estivesse sozinha, respondi que achava que se morasse no Rio já teria casado 5 vezes e ele me disse que não sabia se teria casado tanto, mas que solteira não estaria com certeza.

Então não estranhem se um dia eu fechar o blog e me bandear pro Rio de vez e não simplesmente ter um quadro da cidade na minha sala.

Paulistas, mexam-se, pelo amor de Deus, ou melhor, aprendam a pegar!!!!

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Trilha sonora: Justin Timberlake - Sexy Back
http://www.youtube.com/watch?v=ofFSXKk5yhQ

22 novembro 2009

Feliz aniversário, Leticia!





LECA,

Ao ler seu convite de aniversário dizendo que gostaria que eu fosse na sua comemoração de mudança de década me toquei que vai fazer 20 anos.
Tentei me lembrar como foi fazer 20 anos e não lembro exatamente, dos 21 tenho mais recordações, talvez porque tenha a ver com maioridade, que não dependeria mais de meus pais, legalmente falando. Na verdade nada mudou nesse sentido, mas a sensação de liberdade foi ótima. Acho que sou viciada em liberdade, rs.

O que eu posso dizer para você como experiência de vida?

De bate pronto não sei, ultimamente tenho pensado na minha idade, faltam poucos dias.

Com vinte anos estava na faculdade, num emprego que ainda não era da minha área, porém que me ajudou muito mais tarde, descobrindo novas coisas, curtindo muito rock inglês, fazendo novas amizades (muitas delas fazendo parte da minha vida até hoje) e achando que sabia muito do mundo para logo verificar que não sabia era nada.

Teve altos e baixos, risadas e lágrimas, estresse e relaxamento, festas e solidão, viagens e momentos em casa, tudo ao mesmo tempo agora.

Revendo essa época percebo que estava aberta ao mundo, tinha esperanças e sempre soube receber novas pessoas e manter as antigas. Tinha muita vontade de aprender, de crescer, de expansão, enfim de viver. Tudo isso aliado a muito juízo, sempre sabendo até onde poderia ir sem me machucar ou magoar as pessoas.

Leca, só posso desejar que os seus “vintes” venham cheios de saúde, de felicidade, de amores, de crescimento.

Que você aproveite muito, curta muito, sempre com responsabilidade, que viva demais!

Se precisar estarei aqui, sempre, para sempre.

Amo você!!!!

Beijos,

Tata


PS.: Leticia é a minha afilhada que dia 23 de novembro faz 20 anos. O tempo passa!!!

25 outubro 2009

A odisséia de viajar sozinha


O meu último texto foi um tanto pesado, mas necessário para expor o que estava sentindo e sei que vem mais por aí, ainda não me senti à vontade nem comigo para pensar no assunto ou falar dele. Esse blog foi feito para isso, para colocar o que sinto, como me sinto e o que acontece no meu mundo.

Semana passada fui para Buenos Aires sozinha, como o show do Depeche Mode foi cancelado no Brasil resolvi que não ia perder só por causa disso, já tinha deixado passar em 1994, nem sei porque não fui, talvez falta de grana, só que esse não iria perder de jeito nenhum.

Conheci algumas pessoas em São Paulo um mês antes do show, mas já estava com as passagens, estadia tudo resolvido, iria sozinha. Fiquei com receio, pois não tinha viajado para fora do país sem ninguém, ir para outro, sem falar a língua (portunhol não existe, já tinha descoberto isso quando fui para lá ano passado), enfim uma aventura.

Um dos meus medos tinha a ver com meu surto anterior, já pensou se tenho um lá sem família, amigos por perto? No fim não rolou nada disso, no hotel encontrei a galera daqui, conheci pessoas novas, de vários estados do Brasil, umas por demais interessantes e pelo menos uma amizade que acho que vai ficar.

Por conta de um desencontro fui para o show sozinha, achando que iria encontrar conhecidos lá no local, ledo engano, procurei e não vi ninguém. Resolvi curtir, era um festival, fui em outros palcos, tinha shows diferentes, de bandas que nunca ouvi falar, enfim quando estava perto do horário do Depeche entrar fui para o palco principal e esperei. Não tinha um brasileiro por perto, fiquei 6 horas sem ouvir uma palavra em português, fiz amizade com uma colombiana, no meio de tantos argentinos!, e no fim foi ela e o namorado que me salvaram, porque quando o show começou houve uma invasão de hermanos, praticamente um massacre, pensei que fosse ser pisoteada e estava bem longe da grade, no meio mesmo. Quando vi que não conseguiria ficar ali pedi ajuda a um casal argentino que iria sair e novamente fui salva por desconhecidos. Não vi a banda entrar e mal ouvi a primeira música, foi o momento da fuga, quando chegamos lá no final da turba conseguimos achar um lugar para curtir o show. Depois disso foi maravilhoso, curti cada música, cada momento, gritei “lindo, gostoso” quando o Dave Graham ficava pondo a mão na pélvis (isso é coisa das meninas que foram no show) e os argentinos do meu lado não entendiam nada.

Quando o Martin Gore começou a cantar “Somebody” meus olhos se encheram de lágrimas e agradeci a Deus por estar lá, por poder compartilhar aquele momento e mesmo estando sozinha eu estava comigo mesma e muito, muito feliz!!! Realmente tem coisas na vida que não tem preço e essa sensação de felicidade plena, de realização por ter me dado esse presente, por ter me jogado, ido para outro país e curtido tanto foi demais. Sem falar que já tinha passado a tarde sem companhia, depois que fui dar um passeio com o pessoal, e que foram para o show mais cedo para ficar na fila, já estava sozinha, fui fazer compras, almocei, vi gente, tomei café e me senti super bem.

Enfim, foi mais que uma viagem atrás de uma banda, foi uma viagem de descobrimento de mim mesma, que me completo, que tenho muito para me dar, que sou uma pessoa que em muitos momentos se basta, que precisa da luz, do olhar, do carinho dos outros, mas que sabe viver sozinha.

Altos e baixos sempre vão existir, é só saber aproveitar cada um deles sem seu próprio proveito.

E não, não pretendo ficar só, viver só, viajar sempre só, porém estou feliz por saber que sou a minha melhor companhia!

Bye.

Momento mágico do show: Martin Gore cantando “Somebody”:
http://www.youtube.com/watch?v=Nwd7GeO2ylc&feature=related

Uma das músicas mais famosas do Depeche Mode “Enjoy the Silence":
http://www.youtube.com/watch?v=LwQBzuOAMfA

Link para o áudio do show em BsAs (ouvi hoje e curti cada música, lembrando do show e adorando a idéia que estive lá, vi e ouvi ao vivo):

http://rapidshare.com/files/296090135/Depeche_Mode_BA_RadioX.rar

PS.: A minha foto quem tirou foi um argentino super simpático que viu minha dificuldade em me fotografar com o palco ao fundo. Foi uma das minhas melhores fotos. Os argentinos são simpáticos sim, como aqui tem os “sem noção”, a grande maioria é bem receptiva, sem falar que os hermanos são muito bonitos, vi vários lindos, rsrsrs.

07 outubro 2009

A odisséia de morar sozinho


Hoje não foi um dia fácil, na verdade esse ano não tem sido, mas hoje em particular me senti muito sozinha.Pensei nas pessoas que poderia ligar e sempre vem aquele pensamento “prá que vou incomodar? As pessoas já têm problema suficiente, não precisam se preocupar comigo ou com mais um”.

Cadê o “milhão” de amigos que eu me gabava de ter? Ou nunca foi essa quantidade ou foram se perdendo no caminho. Na verdade só consegui pensar em ligar para minha terapeuta, mas nem prá ela fiquei a fim, tenho sessão daqui a dois dias.

Sonhei, desejei, movi mundos e fundos para conquistar a tão sonhada liberdade e hoje sinto que ela tem um gosto amargo às vezes, tem um preço alto a pagar e nem estou falando literalmente, porque esse é alto mesmo.

Não me arrependo de nada, era o que eu queria e não pretendo voltar a viver na casa dos meus pais, mas ai! hoje eu queria a minha mãe!!!

O titulo não é original, faço parte da comunidade do orkut que tem esse nome e acho bem legal, lá as pessoas escrevem suas alegrias e tristezas e de vez em quando me conforta. Só que internet, telefone, twitter, celular não substituem o olhar, o toque, a sensação. Nem escrever num blog, só ajuda a desabafar.

Vou dormir, como já diz o velho ditado “cama é um lugar quente pra chorar”...

Boa noite, beijos, me liga!

PS.: A trilha sonora de hoje é Smiths, em especial “How Soon is Now?"
http://www.youtube.com/watch?v=_U5HpeA_WSo

13 setembro 2009

Carta aberta a Francisco


“...
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais

Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna."


Caro Francisco,

Sempre tentei viver de acordo com as suas palavras: tentei ser boa filha, boa irmã, boa neta, boa sobrinha, boa prima, boa amiga, boa colega, boa funcionária, boa namorada, boa amante e até boa inimiga (nessa eu sei que falhei, pois felizmente, ou infelizmente, não sei ser vingativa).
Em algumas fui mais que boa, fui excelente e em outras deixei a desejar, até porque é impossível não “pisar na bola” de vez em quando.

Ao tentar sempre “ser mais do que se”, ou seja, dar mais que receber, etc, a conta da terapia aumenta a cada dia, são três anos de tratamento e pelo jeito ainda tem tempo.
Sua oração deveria ser adaptada ao século XXI, hoje em dia fica difícil ficar somente no doador e nunca no receptor, estar sempre desse lado cansa. Não nasci com vocação para seguir você e a Clara, seria maravilhoso se tivesse, assim não estaria te escrevendo e muito menos cansada desse papel que assumi na minha vida.

Não estou culpando ninguém, somente quero te dizer, te mostrar que não dá mais para agir assim. Mesmo que parasse a terapia hoje não teria mais jeito, meus “olhos se abriram” e sei que, apesar da essência ser a mesma, apesar da minha terapeuta me dizer que isso é meu, terapia nenhuma jamais vai tirar, está no meu DNA ser sempre legal, prestativa, querer ajudar, bla, bla, eu realmente cansei.

Francisco, não se chateie comigo, continuarei tentando ser boa em muitas coisas, porém agora o meu “jeito de funcionar” vai prevalecer e quem quiser fazer parte da minha vida vai ter que entender, assimilar e parar para pensar como é que eu vejo as coisas, como entendo o mundo, me respeitar, porque essa função não me cabe mais.

Meu santinho, continue do meu lado, vele meu sono, proteja aqueles que amo e saiba que até o fim da vida saberei cantar “Irmão Sol, Irmã Lua” em sua homenagem.

Em breve terá notícias minhas, provavelmente em outro canal, mais privativo.

Um beijo grande, da sua eterna fã.

Eli

http://www.youtube.com/watch?v=5PShPUFewJI&feature=PlayList&p=AAD44C05BC4FFEE4&playnext=1&playnext_from=PL&index=10

23 agosto 2009

Momentos

Hoje fiz um torpedo “miss you” e cancelei, não tive coragem de mandar.

Ultimamente quero muito e depois não quero mais nada.

Esse post deveria chamar contradições ao invés de momentos.

Algumas distâncias depois de instaladas não são mais removíveis, retornáveis, algumas pessoas parecem que fingem não perceber, depois reclamam.

Pouco caso é outra coisa que incomoda.

Ando postando demais no twitter e me acostumando a colocar ideias em 140 caracteres.

Alguém pode avisar ao corretor ortográfico que caiu o acento da palavra ideia? Droga tive que corrigir de novo.

Domingo a noite continua sem graça e a programação da tv não ajuda.

Chega de tanto frio, cansei!!!

Ontem percebi que realmente algumas pessoas passam a ser desnecessárias. Uma pena isso.

Tenho pensado nos últimos tempos em morte, doença, falta de tempo, rugas, idade, tempo que passa rápido, falta de noção de muita gente.

É, são nesses momentos que percebo que perdi algo e não sei se vou encontrar.

Não me façam perguntas que não estou a fim de responder, se vou bem, se não vou, se tenho novidades. Não interessa! Quem esta do meu lado sempre não precisa perguntar nada disso.

FIM

17 agosto 2009

Ausência

Ando meio sem assunto, sem saco, sei lá, entende?!
Em breve em volto, acho que estou sofrendo da mesma síndrome do Carlinhos....

08 julho 2009

A minha melhor amiga


Como colocar 30 anos num papel? Difícil! Até porque passou tão rápido e muita coisa ficaria de fora, minha memória outrora tão precisa hoje em dia tem me deixado na mão.

De qualquer forma eu me lembro super bem do dia que entreguei um cartão de 15 anos para uma menina que eu tinha conhecido no carnaval daquele ano. Já estava se tornando a minha “melhor amiga”, mas nessa idade temos várias “melhores amigas”, nunca imaginei que ela realmente se tornaria A melhor amiga.

Sei que ela guarda até hoje o cartão, como tem guardado muitas outras coisas, como fotos, presentes e bugigangas, ela adora isso!

Para mim o melhor foi ela ter guardado a nossa amizade, ter ficado do meu lado em momentos difíceis, felizes e também por ter me perdoado nas mancadas, sempre ter me aceitado como eu sou e ter me dado equilíbrio quando precisei.

Ela é esquecida? É.
É distraída? É.
Deixa algumas datas passar batido? Sim.
Tem defeitos? Tem, como todo mundo.
E daí??!!

Porém tem um coração gigante, que abriga o mundo, que sempre esteve disponível e que eu sei que estará comigo sempre que eu precisar.

Hoje ela faz aniversário e quero deixar registrado o meu amor, o meu carinho e o meu respeito e a felicidade de continuar fazendo parte do seu mundo.

SANDRA, parabéns, que Deus continue te iluminando, te dando muita saúde para conquistar todos os seus sonhos, que você seja sempre feliz. Já te falei antes e repito: se você é feliz eu também sou!

Feliz Aniversário.

26 junho 2009

Um quase conhecido

Nós nunca fomos amigos próximos, chegados, apesar da nossa diferença de idade ser pequena, seis anos apenas.Quando era menina gostava de te imitar dançando e cantando, era a alegria da minha família, não devia ter mais que cinco anos. Não entendia nada do que cantava, era puro “embromotion”, mas a dança, os gestos são universais e você fez parte dessa fase dourada da minha meninice.

Quando entrei na adolescência, você reapareceu, final dos anos 70, inicio dos 80, seu estilo era diferente do meu, eu gostava dos cabeludos, dos caras que tocavam guitarra, que tinham “pose”. De qualquer forma você chamou minha atenção pelos seus passos, sua dança, sua música, seu talento era inegável.

O tempo passou, meus gostos me afastaram dos seus, passei a curtir coisas diferentes, porém sempre mantive a atenção voltada ao que estava fazendo, às suas novidades. Muitas vezes não concordei com suas atitudes, me choquei com os escândalos que estouravam a sua volta, tive a certeza que estava perdido. Será que não havia ninguém próximo para te ajudar, para te dar apoio, ser seu amigo de verdade?

Ontem você conseguiu me chocar de novo, não estava preparada para a sua ida tão repentina, era cedo demais prá você, como isso pode acontecer? Diferente de mim você teve filhos, três crianças, o que acontecerá com elas?

MICHAEL, nunca imaginei que ficaria tão arrasada com a sua morte, nunca mesmo, parece que com você foi parte da minha infância, da minha juventude, ou será que o que realmente me assusta é saber que daqui a alguns anos será a minha vez? Não sei te responder.

Espero que encontre além da vida o que tanto parece que ansiou: o amor, o respeito, a compreensão, a ternura somente por ser você, pela sua essência e não pelo astro, rei do pop, como está sendo chamado, pela fortuna ou pelo seu lado excêntrico.

Fique em paz, finalmente!

Eli

PS.: Havia me esquecido que nos anos 90 voltamos a nos encontrar, você fez uma música que eu amo e ontem em alguns canais falaram que essa música podia até ser "autobiográfica". Para mim não importa, curti a música na época e gosto dela até hoje. Essa é a minha homenagem a você que de alguma forma fez parte do meu mundo.


MAN IN THE MIRROR - Michael Jackson
http://www.youtube.com/watch?v=SGeZYednWtI

16 junho 2009

Jeito normal de ser


Fui fazer terapia para me entender, para ajudar a mim mesma, a exorcizar traumas, etc, os mesmos motivos que levam a grande maioria a pagar um terapeuta desde que Freud descobriu (não sei se essa é a palavra certa) a psicoterapia.

Avancei em muitas coisas, quem me conhece há mais tempo sabe disso muito bem, mas eu sei o quanto foi e tem sido bom. Claro que tem momentos que a minha vontade é de nunca mais voltar, não é fácil ouvir em alto e bom som coisas que você demorou anos para fingir que não existem e que não te incomodam. De qualquer forma tem valido a pena.

Agora o que não aprendi e provavelmente jamais vou é entender como funcionam algumas pessoas, como elas pensam, como elas amam, como elas sofrem e porque reagem de maneiras que me deixam pasmas, para dizer o mínimo.

A frase “de perto ninguém é normal!” não é explicativa por si só, tem mais que isso por trás. Deve haver um mundo, um universo que me escapa.

Sei que erro, que não sou perfeita e que muitas vezes exagero no meu “jeito normal de ser”, na minha forma de agir e interagir, o duro é ser simplesmente cortada, exilada, excluída sem saber o porquê.

Estou tentando no meu “jeito normal de ser” não me deixar afetar por essas coisas, entender e relaxar, ou simplesmente ficar indiferente, mas é complicado mudar de forma tão radical.

Não sei bancar a “fria”, aquela que não está nem aí, porém vou aprender e deixar que os outros trilhem seus próprios caminhos, e que se fizerem questão da minha pessoa estarei lá, senão vou vivendo do meu “jeito normal de ser”, quem sabe o que o futuro reserva?

Enfim, “caminhando e cantando e seguindo a canção...”.

08 junho 2009

INCLASSIFICÁVEL


Sábado, dia 06 de junho, fui no show do Ney Matogrosso “Inclassificáveis” e inclassificável é ele, simplesmente maravilhoso, um show irrepreensível do inicio ao fim, só faltou ele interagir com a platéia, mas mesmo assim valeu demais, quero mais!

Apesar de já ter dvd do show eu não sabia quais as músicas ele ia cantar e acho até bom, porque senão já fica uma coisa sem graça.
Só que eu não estava preparada psicologicamente para a segunda música, em seguida a do Cazuza “O Tempo Não Para”, chamada “Mal Necessário”, foi um choque!
Tanta coisa voltou, sensações, momentos, pessoas, coisas que nem lembrava mais, que estavam arquivadas no fundo da minha memória! Quando ele começou a cantar cantei junto, sabia a letra, não tinha esquecido e meus olhos encheram de água, achei que ia cair no choro no meio do show, maior “mico”, borrar a maquiagem, mas que nada!, foi só a emoção do momento mesmo.

Engraçado como a gente fica centrado no nosso atual mundinho e esquecemos pessoas, situações que quando voltam, como aconteceu sábado no show, vem com tudo! Foi bom relembrar, me fez ver que nada como um dia após o outro para que as coisas se resolvam!

Mal Necessário
Ney Matogrosso
Composição: Mauro Kwitko

Sou um homem, sou um bicho, sou uma mulher
Sou as mesas e as cadeiras desse cabaré
Sou o seu amor profundo, sou o seu lugar no mundo
Sou a febre que lhe queima mas você não deixa
Sou a sua voz que grita mas você não aceita
O ouvido que lhe escuta quando as vozes se ocultam
Nos bares, nas camas, nos lares, na lama.
Sou o novo, sou o antigo, sou o que não tem tempo
O que sempre esteve vivo, mas nem sempre atento
O que nunca lhe fez falta, o que lhe atormenta e mata
Sou o certo, sou o errado, sou o que divide
O que não tem duas partes, na verdade existe
Oferece a outra face, mas não esquece o que lhe fazem
Nos bares, na lama, nos lares, na cama.

http://www.youtube.com/watch?v=sCaeEz0azTw

21 maio 2009

CARTA DE DESPEDIDA


Desde pequena meu herói sempre foi o SUPERMAN, cresci amando o personagem, assistia a série quando criança (era preto e branco), adorava vê-lo salvando as pessoas, não deixando que nada de ruim acontecesse e salvando o planeta Terra da destruição pelos seus inimigos.

Quando adolescente teve os filmes com o Christopher Reeve (jamais terá outro Superman como ele), fiquei mais apaixonada ainda, lindo, perfeito, também tinha por missão salvar a Terra, fez o tempo voltar, fazendo o planeta girar ao contrário para salvar a sua amada, quem não adoraria poder voltar no tempo e consertar suas besteiras?, quando conseguiu casar com ela e descobriu que não teria mais seus poderes abriu mão de seu amor para poder continuar combatendo os inimigos que queriam destruir o planeta (quem falou para ele que a Terra queria ser salva?!), ou seja, o bem estar dos outros, a opinião das pessoas eram mais importantes que viver seu amor, sua vidinha, ou seja, ele tinha que continuar PERFEITO.

Ele era o Mr. Perfeito e eu o amava por isso, por ser sempre correto, certo, sem máculas, erros, nada que pudesse arranhar sua imagem.
Então se uma fada madrinha aparecesse e me oferecesse o príncipe encantado eu não aceitaria, iria pedir o Superman. Imagina, o príncipe que tem uma madrasta malvada, que oferece maçã envenenada. O meu herói era órfão, nem sogra eu ia ter pra me encher, quem ia querer algo melhor que isso?

Enfim, desde criança cotejei a perfeição, a persegui como uma possessa e até hoje pago por isso, por não conseguir ser perfeita, por exigir perfeição dos outros, por não encontrar ninguém que se enquadrasse nos meus padrões, por não aceitar nada diferente disso.

Hoje vejo que o Superman não era perfeito, tinha problemas de identidade, nunca assumiu ser o Clark Kent, sempre se escondeu atrás de óculos horrorosos e ainda por cima usava cueca por cima da calça, afe!, que brega.

Talvez eu lute com essa mania de perfeição até morrer, ou talvez o fato de hoje saber que estive em busca desse Graal eu consiga viver melhor, mais leve, enfim ache a cura. Melhorei muito, mas o caminho ainda é longo.

SUPERMAN, ainda te amo, você foi meu companheiro de infância, em horas difíceis que sonhei que vinha me salvar, que me confortou quando ninguém podia. Só que cresci, sei que, apesar de ter vindo de outro planeta, é de certa forma humano, já que foi criado por humanos, tem seus problemas, mas eu preciso te deixar.

Prometo que jamais te esquecerei, será sempre meu herói preferido, só que vivo num mundo imperfeito, e nessa realidade do século 21 não existem heróis, existem homens e mulheres que lutam todos os dias pelos seus ideais, pelos seus sonhos, errando e acertando, vivendo enfim a vida que receberam e que um dia irá acabar, porém fazendo o possível para aproveitar tudo até o final.

Adeus, meu querido, se cuida e vá viver feliz com a Lois Lane!

19 maio 2009

Funeral Blues - W.H.Auden

Parem os relógios
Cortem o telefone
Impeçam o cão de latir
Silenciem os pianos e com um toque de tambor tragam o caixão
Venham os pranteadores
Voem em círculos os aviões escrevendo no céu a mensagem:
"Ele está morto"

Ponham laços nos pescoços brancos das pombas
Usem os policiais luvas pretas de algodão.
Ele era meu norte, meu sul, meu leste e oeste.
Minha semana de trabalho e meu domingo
Meu meio-dia, minha meia-noite.
Minha conversa, minha canção.
Pensei que o amor fosse eterno, enganei-me.
As estrelas são indesejadas agora, dispensem todas.
Embrulhem a lua e desmantelem o sol
Despejem o oceano e varram o bosque
Pois nada mais agora pode servir.
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Tenho pensado nesse poema esses dias e não sabia porquê, talvez agora eu saiba, mas espero estar errada, não tenho a menor intenção de ir num funeral esse ano novamente, já fui em um, já está de bom tamanho.
Esse poema é lido no filme "Quatro Casamentos e um funeral" e a cena é tão linda, tão triste, me tocou profundamente, nunca esqueci.
Hoje o texto está confuso, talvez eu esteja, não sei, vou dormir...

07 maio 2009

Mais do mesmo, miscelâneas

Os pequenos gestos de amor vêm de onde você nem imagina, mas te faz ganhar o dia.
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Você ainda está aí? Que perda de tempo, passei faz tempo.
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Volte logo, comprei manteiga prá você, nunca esqueço o pedido de alguém que gosto.
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Sábado tem show do Oásis, os caras são chatos à beça, porém são ótimos, o show ao vivo na tv agora prova isso. Urrul, vou me esbaldar.
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Hã, está aí ainda? Afe, como tem gente teimosa nessa vida.
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Canta prá subir!
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Amo muito tudo isso.
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Ah, amo rosas, sempre.