16 dezembro 2009

PARA DANIELA


Percorri um caminho que jamais seria possível sem a Daniela, Dani para os íntimos. Foram 3 anos e 5 meses, 41 meses, 1.230 dias mais ou menos.

Lá no começo ela me disse que não seria fácil, que muitas vezes teria muito ódio dela, ia querer parar, nunca mais voltar, mas que estaria do meu lado, caminharia exatamente ao meu lado, nem à frente, nem atrás e ela cumpriu o combinado.

Como ela avisou tive dias muito difíceis, que saí arrasada, que vi e mexi em coisas que não queria, descobri coisas sobre mim que não sabia, me conheci em vários sentidos.

Cortei muita coisa que não me servia mais, e isso refere a roupas, sapatos, livros, pessoas. Mudei de casa, de aparência, de estilo, mas principalmente mudei por dentro. Ela me disse que o meu exterior hoje reflete o meu interior, e isso me deixou muito satisfeita.

Deixei de me envolver com o que não era do meu interesse, parei de me “misturar” e também não deixei mais invadirem meu espaço.

Não deixei de amar as pessoas realmente importantes na minha vida, mas fui VIVER a minha, sem peso na consciência, virei uma EGOísta, passei a pensar, a me preocupar com meu bem estar.

Uma das primeiras perguntas que ouvi foi “Quem cuida da Eli?!”, isso doeu demais, porque ninguém cuidava, nem eu!!! Que absurdo. Hoje EU CUIDO de mim, talvez não da forma ideal, porém já estou bem adiantada e vou chegar lá.

Sou muito grata a Dani, ela é, foi e será muito importante na minha vida. Enquanto tiver consciência, respirar e ser dona dos meu atos me lembrarei da minha companheira de viagem, a que me abriu um novo mundo e me ajudou a me inserir nesse mundo.

Foi um processo terapêutico que não tem preço, é incalculável, não da para medir em palavras, mesmo que escrevesse por todos os dias que passei no seu consultório não daria para expressar o que foi tudo isso.

Agradeço ao Hebert por ter me indicado a Dani, ele me disse que ela era a pessoa certa para me ajudar e acertou na mosca!

DANI, cada hora, cada sessão foram importantes demais pra mim, nunca esquecerei as nossas conversas, as nossas risadas, todas as vezes que fiz você rir com alguma tirada e se um dia eu escrever um livro você será uma das primeiras pessoas a receber um exemplar, porque sempre me incetivou.

Vou continuar meu caminho sozinha, vou voar, sei que estará disponível, que posso voltar quando quiser, é bom saber que existe um porto seguro para retornar. Agora tenho que andar pelas minhas próprias pernas, é preciso, eu preciso, e ainda tenho uma tarefa: acreditar em mim como você acredita, vejo isso em seus olhos, quando fala comigo, quando me ouve, quando me entende.

Agora eu me vou, o caminho é longo, sempre que puder lembre de mim, saiba que você faz parte da minha vida, do meu espaço, do meu mundo.

Obrigada é muito pouco, porém é a palavra que nosso idioma tem para expressar o que sinto agora.

Ah, estou sentindo e não pensando!!!!

Beijos.

11 dezembro 2009

Quero um homem de pegada!


Sei que o título pode parecer apelativo, mega carente, mas cansei de homem com mão boba indecisa, homem que não sabe pegar, que não sabe falar, que não sabe o que quer.

Quero um homem que saiba pegar, que fale “vem cá, minha nega!”, que me chame de lagartixa e me jogue na parede, que me chame de duplicata e me ponha no pau.

Onde estão esses homens? Ficaram presos no século passado? Impossível que eles tenham desaparecido do mercado, que tenham se tornado um animal em extinção e se foi isso que aconteceu porque não abriram nenhuma ONG para tentar encontrar algum e tentar preservar a espécie? Cadê o Greenpeace? Será que terei que fazer passeata na rua?

Será que eles estão nas obras, nos salões de forró, nos pagodes, nos churrascos de final de semana, nos botecos de esquina jogando sinuca, nos “arrasta-pés” da vida? Porque nos lugares que vivo e freqüento não vejo nenhum.

Vi no programa da Oprah um documentário dizendo que as mulheres escolhem os homens pela sua renda anual, mas que isso está mudando porque muitas não precisam disso, são independentes. Esse é o meu caso, meu salário é suficiente prá mim, não preciso disso.

Já ouvi dizer que como as mulheres estão muito fáceis, que têm muitas no mercado, os homens se fazem de difícil, escolhem bastante, mas me parece que o “macho man” hoje só existe na música que os gays adoram.

Na minha última ida ao Rio de Janeiro peguei um taxista que adora conversar e como estava atrasada e com medo de perder o vôo (acabei passando tanto medo com ele correndo na Linha Amarela que quase me arrependi de ter pedido que ele fosse rápido) entrei no papo dele.
Começou perguntando se vou sempre pra lá, etc, se meu marido estava me esperando, crianças, bla, bla, até eu falar que ninguém me esperava, nem peixe de aquário prá ele dizer que era um absurdo que uma mulher como eu, bonitona, bla, bla, estivesse sozinha, respondi que achava que se morasse no Rio já teria casado 5 vezes e ele me disse que não sabia se teria casado tanto, mas que solteira não estaria com certeza.

Então não estranhem se um dia eu fechar o blog e me bandear pro Rio de vez e não simplesmente ter um quadro da cidade na minha sala.

Paulistas, mexam-se, pelo amor de Deus, ou melhor, aprendam a pegar!!!!

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Trilha sonora: Justin Timberlake - Sexy Back
http://www.youtube.com/watch?v=ofFSXKk5yhQ

22 novembro 2009

Feliz aniversário, Leticia!





LECA,

Ao ler seu convite de aniversário dizendo que gostaria que eu fosse na sua comemoração de mudança de década me toquei que vai fazer 20 anos.
Tentei me lembrar como foi fazer 20 anos e não lembro exatamente, dos 21 tenho mais recordações, talvez porque tenha a ver com maioridade, que não dependeria mais de meus pais, legalmente falando. Na verdade nada mudou nesse sentido, mas a sensação de liberdade foi ótima. Acho que sou viciada em liberdade, rs.

O que eu posso dizer para você como experiência de vida?

De bate pronto não sei, ultimamente tenho pensado na minha idade, faltam poucos dias.

Com vinte anos estava na faculdade, num emprego que ainda não era da minha área, porém que me ajudou muito mais tarde, descobrindo novas coisas, curtindo muito rock inglês, fazendo novas amizades (muitas delas fazendo parte da minha vida até hoje) e achando que sabia muito do mundo para logo verificar que não sabia era nada.

Teve altos e baixos, risadas e lágrimas, estresse e relaxamento, festas e solidão, viagens e momentos em casa, tudo ao mesmo tempo agora.

Revendo essa época percebo que estava aberta ao mundo, tinha esperanças e sempre soube receber novas pessoas e manter as antigas. Tinha muita vontade de aprender, de crescer, de expansão, enfim de viver. Tudo isso aliado a muito juízo, sempre sabendo até onde poderia ir sem me machucar ou magoar as pessoas.

Leca, só posso desejar que os seus “vintes” venham cheios de saúde, de felicidade, de amores, de crescimento.

Que você aproveite muito, curta muito, sempre com responsabilidade, que viva demais!

Se precisar estarei aqui, sempre, para sempre.

Amo você!!!!

Beijos,

Tata


PS.: Leticia é a minha afilhada que dia 23 de novembro faz 20 anos. O tempo passa!!!

25 outubro 2009

A odisséia de viajar sozinha


O meu último texto foi um tanto pesado, mas necessário para expor o que estava sentindo e sei que vem mais por aí, ainda não me senti à vontade nem comigo para pensar no assunto ou falar dele. Esse blog foi feito para isso, para colocar o que sinto, como me sinto e o que acontece no meu mundo.

Semana passada fui para Buenos Aires sozinha, como o show do Depeche Mode foi cancelado no Brasil resolvi que não ia perder só por causa disso, já tinha deixado passar em 1994, nem sei porque não fui, talvez falta de grana, só que esse não iria perder de jeito nenhum.

Conheci algumas pessoas em São Paulo um mês antes do show, mas já estava com as passagens, estadia tudo resolvido, iria sozinha. Fiquei com receio, pois não tinha viajado para fora do país sem ninguém, ir para outro, sem falar a língua (portunhol não existe, já tinha descoberto isso quando fui para lá ano passado), enfim uma aventura.

Um dos meus medos tinha a ver com meu surto anterior, já pensou se tenho um lá sem família, amigos por perto? No fim não rolou nada disso, no hotel encontrei a galera daqui, conheci pessoas novas, de vários estados do Brasil, umas por demais interessantes e pelo menos uma amizade que acho que vai ficar.

Por conta de um desencontro fui para o show sozinha, achando que iria encontrar conhecidos lá no local, ledo engano, procurei e não vi ninguém. Resolvi curtir, era um festival, fui em outros palcos, tinha shows diferentes, de bandas que nunca ouvi falar, enfim quando estava perto do horário do Depeche entrar fui para o palco principal e esperei. Não tinha um brasileiro por perto, fiquei 6 horas sem ouvir uma palavra em português, fiz amizade com uma colombiana, no meio de tantos argentinos!, e no fim foi ela e o namorado que me salvaram, porque quando o show começou houve uma invasão de hermanos, praticamente um massacre, pensei que fosse ser pisoteada e estava bem longe da grade, no meio mesmo. Quando vi que não conseguiria ficar ali pedi ajuda a um casal argentino que iria sair e novamente fui salva por desconhecidos. Não vi a banda entrar e mal ouvi a primeira música, foi o momento da fuga, quando chegamos lá no final da turba conseguimos achar um lugar para curtir o show. Depois disso foi maravilhoso, curti cada música, cada momento, gritei “lindo, gostoso” quando o Dave Graham ficava pondo a mão na pélvis (isso é coisa das meninas que foram no show) e os argentinos do meu lado não entendiam nada.

Quando o Martin Gore começou a cantar “Somebody” meus olhos se encheram de lágrimas e agradeci a Deus por estar lá, por poder compartilhar aquele momento e mesmo estando sozinha eu estava comigo mesma e muito, muito feliz!!! Realmente tem coisas na vida que não tem preço e essa sensação de felicidade plena, de realização por ter me dado esse presente, por ter me jogado, ido para outro país e curtido tanto foi demais. Sem falar que já tinha passado a tarde sem companhia, depois que fui dar um passeio com o pessoal, e que foram para o show mais cedo para ficar na fila, já estava sozinha, fui fazer compras, almocei, vi gente, tomei café e me senti super bem.

Enfim, foi mais que uma viagem atrás de uma banda, foi uma viagem de descobrimento de mim mesma, que me completo, que tenho muito para me dar, que sou uma pessoa que em muitos momentos se basta, que precisa da luz, do olhar, do carinho dos outros, mas que sabe viver sozinha.

Altos e baixos sempre vão existir, é só saber aproveitar cada um deles sem seu próprio proveito.

E não, não pretendo ficar só, viver só, viajar sempre só, porém estou feliz por saber que sou a minha melhor companhia!

Bye.

Momento mágico do show: Martin Gore cantando “Somebody”:
http://www.youtube.com/watch?v=Nwd7GeO2ylc&feature=related

Uma das músicas mais famosas do Depeche Mode “Enjoy the Silence":
http://www.youtube.com/watch?v=LwQBzuOAMfA

Link para o áudio do show em BsAs (ouvi hoje e curti cada música, lembrando do show e adorando a idéia que estive lá, vi e ouvi ao vivo):

http://rapidshare.com/files/296090135/Depeche_Mode_BA_RadioX.rar

PS.: A minha foto quem tirou foi um argentino super simpático que viu minha dificuldade em me fotografar com o palco ao fundo. Foi uma das minhas melhores fotos. Os argentinos são simpáticos sim, como aqui tem os “sem noção”, a grande maioria é bem receptiva, sem falar que os hermanos são muito bonitos, vi vários lindos, rsrsrs.

07 outubro 2009

A odisséia de morar sozinho


Hoje não foi um dia fácil, na verdade esse ano não tem sido, mas hoje em particular me senti muito sozinha.Pensei nas pessoas que poderia ligar e sempre vem aquele pensamento “prá que vou incomodar? As pessoas já têm problema suficiente, não precisam se preocupar comigo ou com mais um”.

Cadê o “milhão” de amigos que eu me gabava de ter? Ou nunca foi essa quantidade ou foram se perdendo no caminho. Na verdade só consegui pensar em ligar para minha terapeuta, mas nem prá ela fiquei a fim, tenho sessão daqui a dois dias.

Sonhei, desejei, movi mundos e fundos para conquistar a tão sonhada liberdade e hoje sinto que ela tem um gosto amargo às vezes, tem um preço alto a pagar e nem estou falando literalmente, porque esse é alto mesmo.

Não me arrependo de nada, era o que eu queria e não pretendo voltar a viver na casa dos meus pais, mas ai! hoje eu queria a minha mãe!!!

O titulo não é original, faço parte da comunidade do orkut que tem esse nome e acho bem legal, lá as pessoas escrevem suas alegrias e tristezas e de vez em quando me conforta. Só que internet, telefone, twitter, celular não substituem o olhar, o toque, a sensação. Nem escrever num blog, só ajuda a desabafar.

Vou dormir, como já diz o velho ditado “cama é um lugar quente pra chorar”...

Boa noite, beijos, me liga!

PS.: A trilha sonora de hoje é Smiths, em especial “How Soon is Now?"
http://www.youtube.com/watch?v=_U5HpeA_WSo

13 setembro 2009

Carta aberta a Francisco


“...
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais

Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna."


Caro Francisco,

Sempre tentei viver de acordo com as suas palavras: tentei ser boa filha, boa irmã, boa neta, boa sobrinha, boa prima, boa amiga, boa colega, boa funcionária, boa namorada, boa amante e até boa inimiga (nessa eu sei que falhei, pois felizmente, ou infelizmente, não sei ser vingativa).
Em algumas fui mais que boa, fui excelente e em outras deixei a desejar, até porque é impossível não “pisar na bola” de vez em quando.

Ao tentar sempre “ser mais do que se”, ou seja, dar mais que receber, etc, a conta da terapia aumenta a cada dia, são três anos de tratamento e pelo jeito ainda tem tempo.
Sua oração deveria ser adaptada ao século XXI, hoje em dia fica difícil ficar somente no doador e nunca no receptor, estar sempre desse lado cansa. Não nasci com vocação para seguir você e a Clara, seria maravilhoso se tivesse, assim não estaria te escrevendo e muito menos cansada desse papel que assumi na minha vida.

Não estou culpando ninguém, somente quero te dizer, te mostrar que não dá mais para agir assim. Mesmo que parasse a terapia hoje não teria mais jeito, meus “olhos se abriram” e sei que, apesar da essência ser a mesma, apesar da minha terapeuta me dizer que isso é meu, terapia nenhuma jamais vai tirar, está no meu DNA ser sempre legal, prestativa, querer ajudar, bla, bla, eu realmente cansei.

Francisco, não se chateie comigo, continuarei tentando ser boa em muitas coisas, porém agora o meu “jeito de funcionar” vai prevalecer e quem quiser fazer parte da minha vida vai ter que entender, assimilar e parar para pensar como é que eu vejo as coisas, como entendo o mundo, me respeitar, porque essa função não me cabe mais.

Meu santinho, continue do meu lado, vele meu sono, proteja aqueles que amo e saiba que até o fim da vida saberei cantar “Irmão Sol, Irmã Lua” em sua homenagem.

Em breve terá notícias minhas, provavelmente em outro canal, mais privativo.

Um beijo grande, da sua eterna fã.

Eli

http://www.youtube.com/watch?v=5PShPUFewJI&feature=PlayList&p=AAD44C05BC4FFEE4&playnext=1&playnext_from=PL&index=10

23 agosto 2009

Momentos

Hoje fiz um torpedo “miss you” e cancelei, não tive coragem de mandar.

Ultimamente quero muito e depois não quero mais nada.

Esse post deveria chamar contradições ao invés de momentos.

Algumas distâncias depois de instaladas não são mais removíveis, retornáveis, algumas pessoas parecem que fingem não perceber, depois reclamam.

Pouco caso é outra coisa que incomoda.

Ando postando demais no twitter e me acostumando a colocar ideias em 140 caracteres.

Alguém pode avisar ao corretor ortográfico que caiu o acento da palavra ideia? Droga tive que corrigir de novo.

Domingo a noite continua sem graça e a programação da tv não ajuda.

Chega de tanto frio, cansei!!!

Ontem percebi que realmente algumas pessoas passam a ser desnecessárias. Uma pena isso.

Tenho pensado nos últimos tempos em morte, doença, falta de tempo, rugas, idade, tempo que passa rápido, falta de noção de muita gente.

É, são nesses momentos que percebo que perdi algo e não sei se vou encontrar.

Não me façam perguntas que não estou a fim de responder, se vou bem, se não vou, se tenho novidades. Não interessa! Quem esta do meu lado sempre não precisa perguntar nada disso.

FIM

17 agosto 2009

Ausência

Ando meio sem assunto, sem saco, sei lá, entende?!
Em breve em volto, acho que estou sofrendo da mesma síndrome do Carlinhos....

08 julho 2009

A minha melhor amiga


Como colocar 30 anos num papel? Difícil! Até porque passou tão rápido e muita coisa ficaria de fora, minha memória outrora tão precisa hoje em dia tem me deixado na mão.

De qualquer forma eu me lembro super bem do dia que entreguei um cartão de 15 anos para uma menina que eu tinha conhecido no carnaval daquele ano. Já estava se tornando a minha “melhor amiga”, mas nessa idade temos várias “melhores amigas”, nunca imaginei que ela realmente se tornaria A melhor amiga.

Sei que ela guarda até hoje o cartão, como tem guardado muitas outras coisas, como fotos, presentes e bugigangas, ela adora isso!

Para mim o melhor foi ela ter guardado a nossa amizade, ter ficado do meu lado em momentos difíceis, felizes e também por ter me perdoado nas mancadas, sempre ter me aceitado como eu sou e ter me dado equilíbrio quando precisei.

Ela é esquecida? É.
É distraída? É.
Deixa algumas datas passar batido? Sim.
Tem defeitos? Tem, como todo mundo.
E daí??!!

Porém tem um coração gigante, que abriga o mundo, que sempre esteve disponível e que eu sei que estará comigo sempre que eu precisar.

Hoje ela faz aniversário e quero deixar registrado o meu amor, o meu carinho e o meu respeito e a felicidade de continuar fazendo parte do seu mundo.

SANDRA, parabéns, que Deus continue te iluminando, te dando muita saúde para conquistar todos os seus sonhos, que você seja sempre feliz. Já te falei antes e repito: se você é feliz eu também sou!

Feliz Aniversário.

26 junho 2009

Um quase conhecido

Nós nunca fomos amigos próximos, chegados, apesar da nossa diferença de idade ser pequena, seis anos apenas.Quando era menina gostava de te imitar dançando e cantando, era a alegria da minha família, não devia ter mais que cinco anos. Não entendia nada do que cantava, era puro “embromotion”, mas a dança, os gestos são universais e você fez parte dessa fase dourada da minha meninice.

Quando entrei na adolescência, você reapareceu, final dos anos 70, inicio dos 80, seu estilo era diferente do meu, eu gostava dos cabeludos, dos caras que tocavam guitarra, que tinham “pose”. De qualquer forma você chamou minha atenção pelos seus passos, sua dança, sua música, seu talento era inegável.

O tempo passou, meus gostos me afastaram dos seus, passei a curtir coisas diferentes, porém sempre mantive a atenção voltada ao que estava fazendo, às suas novidades. Muitas vezes não concordei com suas atitudes, me choquei com os escândalos que estouravam a sua volta, tive a certeza que estava perdido. Será que não havia ninguém próximo para te ajudar, para te dar apoio, ser seu amigo de verdade?

Ontem você conseguiu me chocar de novo, não estava preparada para a sua ida tão repentina, era cedo demais prá você, como isso pode acontecer? Diferente de mim você teve filhos, três crianças, o que acontecerá com elas?

MICHAEL, nunca imaginei que ficaria tão arrasada com a sua morte, nunca mesmo, parece que com você foi parte da minha infância, da minha juventude, ou será que o que realmente me assusta é saber que daqui a alguns anos será a minha vez? Não sei te responder.

Espero que encontre além da vida o que tanto parece que ansiou: o amor, o respeito, a compreensão, a ternura somente por ser você, pela sua essência e não pelo astro, rei do pop, como está sendo chamado, pela fortuna ou pelo seu lado excêntrico.

Fique em paz, finalmente!

Eli

PS.: Havia me esquecido que nos anos 90 voltamos a nos encontrar, você fez uma música que eu amo e ontem em alguns canais falaram que essa música podia até ser "autobiográfica". Para mim não importa, curti a música na época e gosto dela até hoje. Essa é a minha homenagem a você que de alguma forma fez parte do meu mundo.


MAN IN THE MIRROR - Michael Jackson
http://www.youtube.com/watch?v=SGeZYednWtI

16 junho 2009

Jeito normal de ser


Fui fazer terapia para me entender, para ajudar a mim mesma, a exorcizar traumas, etc, os mesmos motivos que levam a grande maioria a pagar um terapeuta desde que Freud descobriu (não sei se essa é a palavra certa) a psicoterapia.

Avancei em muitas coisas, quem me conhece há mais tempo sabe disso muito bem, mas eu sei o quanto foi e tem sido bom. Claro que tem momentos que a minha vontade é de nunca mais voltar, não é fácil ouvir em alto e bom som coisas que você demorou anos para fingir que não existem e que não te incomodam. De qualquer forma tem valido a pena.

Agora o que não aprendi e provavelmente jamais vou é entender como funcionam algumas pessoas, como elas pensam, como elas amam, como elas sofrem e porque reagem de maneiras que me deixam pasmas, para dizer o mínimo.

A frase “de perto ninguém é normal!” não é explicativa por si só, tem mais que isso por trás. Deve haver um mundo, um universo que me escapa.

Sei que erro, que não sou perfeita e que muitas vezes exagero no meu “jeito normal de ser”, na minha forma de agir e interagir, o duro é ser simplesmente cortada, exilada, excluída sem saber o porquê.

Estou tentando no meu “jeito normal de ser” não me deixar afetar por essas coisas, entender e relaxar, ou simplesmente ficar indiferente, mas é complicado mudar de forma tão radical.

Não sei bancar a “fria”, aquela que não está nem aí, porém vou aprender e deixar que os outros trilhem seus próprios caminhos, e que se fizerem questão da minha pessoa estarei lá, senão vou vivendo do meu “jeito normal de ser”, quem sabe o que o futuro reserva?

Enfim, “caminhando e cantando e seguindo a canção...”.

08 junho 2009

INCLASSIFICÁVEL


Sábado, dia 06 de junho, fui no show do Ney Matogrosso “Inclassificáveis” e inclassificável é ele, simplesmente maravilhoso, um show irrepreensível do inicio ao fim, só faltou ele interagir com a platéia, mas mesmo assim valeu demais, quero mais!

Apesar de já ter dvd do show eu não sabia quais as músicas ele ia cantar e acho até bom, porque senão já fica uma coisa sem graça.
Só que eu não estava preparada psicologicamente para a segunda música, em seguida a do Cazuza “O Tempo Não Para”, chamada “Mal Necessário”, foi um choque!
Tanta coisa voltou, sensações, momentos, pessoas, coisas que nem lembrava mais, que estavam arquivadas no fundo da minha memória! Quando ele começou a cantar cantei junto, sabia a letra, não tinha esquecido e meus olhos encheram de água, achei que ia cair no choro no meio do show, maior “mico”, borrar a maquiagem, mas que nada!, foi só a emoção do momento mesmo.

Engraçado como a gente fica centrado no nosso atual mundinho e esquecemos pessoas, situações que quando voltam, como aconteceu sábado no show, vem com tudo! Foi bom relembrar, me fez ver que nada como um dia após o outro para que as coisas se resolvam!

Mal Necessário
Ney Matogrosso
Composição: Mauro Kwitko

Sou um homem, sou um bicho, sou uma mulher
Sou as mesas e as cadeiras desse cabaré
Sou o seu amor profundo, sou o seu lugar no mundo
Sou a febre que lhe queima mas você não deixa
Sou a sua voz que grita mas você não aceita
O ouvido que lhe escuta quando as vozes se ocultam
Nos bares, nas camas, nos lares, na lama.
Sou o novo, sou o antigo, sou o que não tem tempo
O que sempre esteve vivo, mas nem sempre atento
O que nunca lhe fez falta, o que lhe atormenta e mata
Sou o certo, sou o errado, sou o que divide
O que não tem duas partes, na verdade existe
Oferece a outra face, mas não esquece o que lhe fazem
Nos bares, na lama, nos lares, na cama.

http://www.youtube.com/watch?v=sCaeEz0azTw

21 maio 2009

CARTA DE DESPEDIDA


Desde pequena meu herói sempre foi o SUPERMAN, cresci amando o personagem, assistia a série quando criança (era preto e branco), adorava vê-lo salvando as pessoas, não deixando que nada de ruim acontecesse e salvando o planeta Terra da destruição pelos seus inimigos.

Quando adolescente teve os filmes com o Christopher Reeve (jamais terá outro Superman como ele), fiquei mais apaixonada ainda, lindo, perfeito, também tinha por missão salvar a Terra, fez o tempo voltar, fazendo o planeta girar ao contrário para salvar a sua amada, quem não adoraria poder voltar no tempo e consertar suas besteiras?, quando conseguiu casar com ela e descobriu que não teria mais seus poderes abriu mão de seu amor para poder continuar combatendo os inimigos que queriam destruir o planeta (quem falou para ele que a Terra queria ser salva?!), ou seja, o bem estar dos outros, a opinião das pessoas eram mais importantes que viver seu amor, sua vidinha, ou seja, ele tinha que continuar PERFEITO.

Ele era o Mr. Perfeito e eu o amava por isso, por ser sempre correto, certo, sem máculas, erros, nada que pudesse arranhar sua imagem.
Então se uma fada madrinha aparecesse e me oferecesse o príncipe encantado eu não aceitaria, iria pedir o Superman. Imagina, o príncipe que tem uma madrasta malvada, que oferece maçã envenenada. O meu herói era órfão, nem sogra eu ia ter pra me encher, quem ia querer algo melhor que isso?

Enfim, desde criança cotejei a perfeição, a persegui como uma possessa e até hoje pago por isso, por não conseguir ser perfeita, por exigir perfeição dos outros, por não encontrar ninguém que se enquadrasse nos meus padrões, por não aceitar nada diferente disso.

Hoje vejo que o Superman não era perfeito, tinha problemas de identidade, nunca assumiu ser o Clark Kent, sempre se escondeu atrás de óculos horrorosos e ainda por cima usava cueca por cima da calça, afe!, que brega.

Talvez eu lute com essa mania de perfeição até morrer, ou talvez o fato de hoje saber que estive em busca desse Graal eu consiga viver melhor, mais leve, enfim ache a cura. Melhorei muito, mas o caminho ainda é longo.

SUPERMAN, ainda te amo, você foi meu companheiro de infância, em horas difíceis que sonhei que vinha me salvar, que me confortou quando ninguém podia. Só que cresci, sei que, apesar de ter vindo de outro planeta, é de certa forma humano, já que foi criado por humanos, tem seus problemas, mas eu preciso te deixar.

Prometo que jamais te esquecerei, será sempre meu herói preferido, só que vivo num mundo imperfeito, e nessa realidade do século 21 não existem heróis, existem homens e mulheres que lutam todos os dias pelos seus ideais, pelos seus sonhos, errando e acertando, vivendo enfim a vida que receberam e que um dia irá acabar, porém fazendo o possível para aproveitar tudo até o final.

Adeus, meu querido, se cuida e vá viver feliz com a Lois Lane!

19 maio 2009

Funeral Blues - W.H.Auden

Parem os relógios
Cortem o telefone
Impeçam o cão de latir
Silenciem os pianos e com um toque de tambor tragam o caixão
Venham os pranteadores
Voem em círculos os aviões escrevendo no céu a mensagem:
"Ele está morto"

Ponham laços nos pescoços brancos das pombas
Usem os policiais luvas pretas de algodão.
Ele era meu norte, meu sul, meu leste e oeste.
Minha semana de trabalho e meu domingo
Meu meio-dia, minha meia-noite.
Minha conversa, minha canção.
Pensei que o amor fosse eterno, enganei-me.
As estrelas são indesejadas agora, dispensem todas.
Embrulhem a lua e desmantelem o sol
Despejem o oceano e varram o bosque
Pois nada mais agora pode servir.
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Tenho pensado nesse poema esses dias e não sabia porquê, talvez agora eu saiba, mas espero estar errada, não tenho a menor intenção de ir num funeral esse ano novamente, já fui em um, já está de bom tamanho.
Esse poema é lido no filme "Quatro Casamentos e um funeral" e a cena é tão linda, tão triste, me tocou profundamente, nunca esqueci.
Hoje o texto está confuso, talvez eu esteja, não sei, vou dormir...

07 maio 2009

Mais do mesmo, miscelâneas

Os pequenos gestos de amor vêm de onde você nem imagina, mas te faz ganhar o dia.
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Você ainda está aí? Que perda de tempo, passei faz tempo.
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Volte logo, comprei manteiga prá você, nunca esqueço o pedido de alguém que gosto.
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Sábado tem show do Oásis, os caras são chatos à beça, porém são ótimos, o show ao vivo na tv agora prova isso. Urrul, vou me esbaldar.
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Hã, está aí ainda? Afe, como tem gente teimosa nessa vida.
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Canta prá subir!
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Amo muito tudo isso.
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Ah, amo rosas, sempre.

29 abril 2009

Quase não é nada!


Bateu na trave, por um triz, faltou pouco, foi por um fio, foi quase.
E o que é tudo isso na verdade? Nada!
É aquilo que não aconteceu, que quase deu, que quase foi, que quase se tornou realidade.

Tem várias formas na língua portuguesa de designar esse estado de “nada”, de “irreal”, de “insucesso”. Coloco tudo com aspas porque mais que um não acontecimento é um sentimento não realizado, uma vontade de que desse certo, de que fosse palpável, de que fosse vivenciado.

Quase não é nada, nada mesmo, literalmente.

Você sente, anseia, tenta e morre na praia, fica “chupando o dedo”, dependendo da situação é literal esse movimento.

Quase não é nada e é isso que sinto agora.

Foi quase, mas quem perdeu não fui eu, porque sei do que sou capaz, do que posso, do que quero. Porque eu não fico no quase, é tudo ou nada, na maior parte das vezes é tudo, mas nem todo mundo está preparado para tanto.

É mais um quase, minha caixa está cheia e meu passado também, mas no meu presente e futuro os quases não tem mais vez.

26 abril 2009

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa (dois momentos)


Se o que falo te entedia não me faça perguntas da minha vida, se o que eu faço não é o que você faria não me julgue, se a sua vida está tão cor-de-rosa a ponto de achar que virou o oráculo do século tudo bem, mas me deixe na minha, não se preocupe comigo, eu sobrevivo, você bem sabe disso, já passei por coisas piores.
Não me faça mais perguntas, não vou responder.

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Sou um vulcão, explosiva, destemperada, espontânea, sincera, arisca, desconfiada, rápida, esperta, atenciosa, carinhosa, criativa e mais, muito mais. Estou falando do que os outros vêem, imagine tudo isso quando os outros não vêem.

Use sua imaginação!!! Será que agora fui clara ou preciso desenhar?! ?! ?! ?! rsrsrs

Página 2 ou a casa caiu!


Dizem que algumas pessoas só vão até a página dois. Fiquei pensando no assunto.
Realmente esse tipo de gente existe, sabe tudo da primeira página, decoraram, se tiver chamada oral (humm) vão se dar super bem, mas e depois? Como continuar do primeiro parágrafo, da primeira letra, da primeira frase da página 2?

Não faço idéia de como essas pessoas se viram, eu, graças a Deus, não tenho essa dificuldade. Talvez a minha seja a de não entender como isso acontece e porque existe gente que funciona assim.

Serei eu mais inteligente? Adoraria que a resposta fosse essa, mas não, a resposta é outra e bem mais simples: sou mulher, presto atenção no outro, tenho disposição para ir em frente, enfim qualidades que lembrei de pegar e entrei na fila antes de nascer, pena que não deu tempo de entrar na da altura, da paciência e de gostar de cozinhar. Se isso tivesse acontecido eu seria perfeita, rs, e nada modesta....

Enfim, “c'est la vie”, e quem não consegue passar dessa página mais cedo ou mais tarde vai ouvir a frase “a casa caiu pra você, cidadão”, ou como ouvi hoje “la maison c'est tombe”, adorei, rsrsrs.

Pra finalizar essa é para você querido Kleber: “amo, amo, amo”.

23 abril 2009

Outono

Uma árvore em flor fica despida no outono. A beleza transforma-se em feiúra, a juventude em velhice e o erro em virtude. Nada fica sempre igual e nada existe realmente. Portanto, as aparências e o vazio existem simultaneamente.
(Dalai Lama)

Mude suas opiniões, sustente seus princípios; troque suas folhas, mantenha intacta suas raízes.
(Victor Hugo)
Podo porque preciso, corto para crescer de novo, dói, mas é necessário, depois do inverno volto, para a primavera renovada.

21 abril 2009

Miscelâneas




Adoro quando os dias passam rápidos, muitas coisas prá fazer, pouco tempo prá pensar, é bem legal.
Sábado show do B52´s, me acabei, dancei muito, como não fazia faz tempo, domingo passeio com amigos, segunda 25 de março (essa ninguém merece) fui comprar máscara porque tenho uma festa para ir, hoje show do Andréa Bocelli, simplesmente maravilhoso! Ah, e agora mais uma no mundo do twitter, quer me seguir? rs

Sexta comprei um cd do Van Morrison, duplo, escutei tanto que acho que já decorei as músicas, mas nada supera a “Someone like you”. Sem falar que também comprei um da Beyoncé somente por causa de uma música “Halo”, adoro a letra, mais uma vez volto a ter a certeza que sou uma mulher romântica, onde se esconde essa faceta? Ou sou eu que não quero assumir isso? Hummm, mais um assunto a ser discutido em terapia...

Acho que é vontade de me apaixonar, mas quando isso acontece fico tão mal, tão apavorada, que é mais fácil ficar curtindo as músicas românticas, imaginar as situações, ou imaginar alguém para poder cantar o que essas músicas falam. Tenho sentido a falta disso, dessa sensação (suspiro).

Someone like you
http://www.youtube.com/watch?v=FsGTG1c64lA&feature=fvst

Alguém como você (tradução)

Venho procurando há muito tempo
Por alguém exatamente como você
Tenho viajado ao redor do mundo
Esperando por você como você
Faz tudo valer a pena

Alguém como você
Me deixa satisfeita
Alguém exatamente como você
Venho procurando em almas
Pra te encontrar

Venho subindo e descendo as estradas
Em todas as terras estrangeiras
Estive ao redor do mundo
Marchando na batida de um diferente tambor
Mas só há pouco percebi

Aura (tradução)

Lembra-se daquelas paredes que eu ergui?
Bem, querido, elas estão desmoronando
E elas nem resistiram à queda,
E a queda nem sequer foi barulhenta
Encontrei uma maneira de te deixar entrar
Mas eu realmente nunca tive dúvida
Quando em frente da luz da sua Aura
Eu tenho o meu anjo agora.
É como se eu estivesse sido despertada,
Tantas regras eu tive que quebrar
É o risco que estou correndo
Eu nunca vou te deixar de lado.

Quando aparento estar triste
Você me cerca com o seu abraço
Querido, eu posso ver a tua Aura
Você sabe que é a minha graça salvadora,
Você é tudo que eu mais precisava,
Isso está escrito em todo o teu rosto

Querido, eu posso sentir a tua Aura,
Vou rezar para que ela não desapareça.
Eu posso ver a sua Aura
Eu posso ver a sua Aura
Eu posso sentir a sua Aura
Eu posso ver a sua Aura.
Me atingiu como um raio de sol,
A queimar através da minha escura noite
Você é o único que eu desejo.
Eu estou viciada em tua luz,
Eu jurei que não ia cair novamente,
Mas eu nem me sinto como se estivesse a cair.
A gravidade não pode se esquecer
De me colocar no chão outra vez.

18 abril 2009

Dúvida


Será que alguém consegue ressuscitar o Roy Orbison só para ele cantar prá mim "You got it"? Hoje eu precisava muito disso.
Se não for ele pode ser um cover bem feito...

YOU GET IT (tradução)

Toda vez que eu olho em seus adoráveis olhos
Eu vejo um amor que nem o dinheiro pode comprar
Eu vejo seu olhar de longe
Eu rezo para que você fique aqui.

Qualquer coisa que você quer, você consegue
Qualquer coisa que você precisar, você consegue
Qualquer coisa ou nada, você consegue, garota.

Todas as vezes que eu te abraço eu começo a entender
Tudo sobre você, que diz que sou o seu homem.
Eu vivo minha vida para estar com você
Ninguém pode fazer as coisas que você faz.
Eu me alegro ao dar meu amor a você
E eu sei que você sente isso do mesmo jeito.

11 abril 2009

ASTRO-REI



Num universo paralelo ao invés do Sol aquecer os planetas e seus satélites acontece o contrário, ele suga o calor dos que estão a sua volta e quando não tem mais nada ele vai embora.
Deixa os planetas arrasados, sem nada, plantas mortas, oceanos vazios, é como se um meteoro caísse e acabasse com tudo.

Esse Sol simplesmente parte e nem agradece, na verdade só falta pedir para que os pobres planetas e satélites detonados aplaudissem por ter em algum minuto da sua existência toda a “atenção” dispensada e enquanto se recuperam dessa devastação fiquem felizes por ter tido alguns momentos “especiais” ou então se sintam culpados por não terem mais para dar, senão quem sabe o astro-rei não ficasse por mais tempo?

Infelizmente essa analogia de universo paralelo acontece todos os dias, em vários tipos de relacionamento e os “sóis” que gravitam por aí parecem que nem percebem o que fazem, são totalmente desencanados de tão acostumados que estão a ter sempre atenção, a ter gente gravitando a sua volta, “aquecendo” seu ego.

Sou especialista nesse tipo de super astro, sempre aparece algum e eu, por mais inteligente que me ache, demoro para cair na real, quando percebo já levou minha energia, minha atenção, meu calor, meu tempo.
Sou culpada por esse tipo de coisa? Em partes sim, por achar que as pessoas são parecidas comigo, por compartilhar, por ter compaixão, por ser honesta. Infelizmente isso não existe, cada é um é cada um, essa lição está difícil de aprender.

Tomara que num universo paralelo isso não aconteça e que se um dia eu for para lá conheça pessoas parecidas comigo, eu mereço!

02 abril 2009

A vida prega peças



Hoje escrevi num email que “a vida nos prega peças” para uma pessoa que me cobrou atenção, que me pediu o que não posso dar e sempre fui clara e objetiva quanto a isso, que não poderia dar nada disso e tive que ser mais explícita ainda, o que me chateou, mas tinha que fazer isso, até por respeito pelo que já existiu entre nós.

Por outro lado eu também quero atenção de uma pessoa que, pelo jeito, não pode ou não quer me dar, mas que não tem essa mesma sinceridade que eu para deixar isso claro, muito pelo contrário age de forma confusa, é como se colocasse bem perto da minha boca um doce muito gostoso, consigo sentir o cheiro, imaginar o gosto e quando me aproximo tira e vai embora, como se nada tivesse acontecido.

É uma situação até engraçada, se não fosse trágica: uma pessoa pede atenção, não posso dar, quero atenção e outra pessoa não me dá.

Cansei de ser peão, de virar joguete da vida e dos outros, quero pelo menos uma vez na minha vida ser rainha do meu próprio jogo, de poder fazer feliz os outros e ser também, relacionamentos pela metade não dá mais...

Vida me erra, vai brincar em outra freguesia, estou de saco cheio de você!!!

29 março 2009

A incrível estória de uma promessa


Século 22, 19:00h, uma família se prepara para jantar.
A mãe está colocando a mesa para dar o jantar para as crianças quando escuta uma campainha estranha e irritante.

- Crianças, desliguem seus brinquedos, lavem as mãos e venham jantar.
Os filhos, que já lavaram as mãos, estão vindo para a mesa e falam para a mãe que desligaram todos os brinquedos e que nenhum tem esse barulho esquisito.
Ela responde que tudo bem, depois vai ver o que é. Nisso chega o marido e o barulho recomeça.

Ele pergunta:
- Que som é esse? Nunca ouvi algo parecido!

Ela fica cismada e vai atrás com o marido junto. No corredor percebem que o som vem da sala, mais exatamente de um baú que está fechado desde que se casaram, foi um presente que a mãe dela “empurrou”, disse que era uma herança.
Nesse baú continham algumas coisas que pertenceram a uma tia que ela nem conheceu, tentaram vender alguns pertences, mas ninguém quis comprar porque não sabiam para que serviam.
Na verdade a mãe havia pedido para ela assumir um compromisso que a bisavó dela, e que passava de filha para filha, e ela não tinha mais onde guardar o baú e também tinha medo de não conseguir cumprir caso um dia isso acontecesse.

Ela e o marido se entreolharam e abriram o baú: no fundo havia um aparelhinho estranho que fazia o barulho e tinha uma luz acesa. Com medo a mulher pediu ao marido que pegasse, ele se recusou já que se tratava de um legado da família dela.

Com receio ela pegou o aparelho e o abriu, ao fazer isso ouviu uma voz dizendo: “Alô, alô!”, ela colocou na orelha e respondeu:

- Alô!

Uma voz de homem do outro lado, com muito chiado, disse:

- Oi, é a Eli?

- Quem?! - ela perguntou

- A Eli, quero falar com ela, pode chamá-la? Diga que é o Leonardo que quer falar com ela.

Sem pensar ela disse, mais para o marido que estava ao seu lado boquiaberto:

- Nossa, ela não era doida, no final das contas!

A voz no aparelho falou:

- Doida, quem? Por favor, pode chamar a Eli? Prometi que ia ligar e finalmente achei tempo.

A mulher envergonhada pelo que havia dito esclareceu:

- Desculpe pelo que falei, esse aparelho pertenceu a tia da minha bisavó, que conhecíamos como Tia Tata, e ela antes de falecer pediu a sobrinha que guardasse esse aparelho, que agora descobri ser um modelo antigo de telefone, e que se caso um dia um rapaz chamado Leonardo ligasse era para atender, ela não queria parecer grosseira por não ter atendido, não queria que você pensasse mal dela.
Sempre achamos que isso era algum delírio de uma mente já desgastada, mas pelo jeito era real.

- O quê?! Não demorei tanto tempo assim para ligar!

- Sr. Leonardo, infelizmente ela não esta mais entre nós, eu mesma não a conheci, só minha mãe, mas ela já era bem velhinha, sempre foi um amor de pessoa, todos falam bem dela até hoje. Sempre foi muito atenciosa com os amigos.
Não se preocupe, na próxima semana vou levar rosas para ela, todos na família sabiam que adorava, e aproveito e deixo o aparelho lá, porque agora que ligou já posso deixar com ela, até porque a bateria está acabando, o carregador pifou e mesmo que funcionasse não teríamos onde ligá-lo, essa tecnologia do século 21 está muito defasada.
Muito obrigada pela sua ligação! Poupou-me de passar essa incumbência para a minha filha de 10 anos.

- Tum, tum, tum!

- Xi, caiu a linha....

Ela disse para o marido que estava chorando, emocionado por ter presenciado esse momento tão belo, as crianças não entendiam muito bem, mas sabiam que era um momento mágico:

- A Tia Tata deve estar feliz agora, finalmente seu amigo ligou, isso é que ser uma pessoa de palavra, disse que ia ligar e aí está!
Vamos jantar, depois conto para a minha mãe que nossa promessa finalmente foi cumprida।

27 março 2009

Pequena fábula sobre um principe quase perfeito




Num reino distante vivia um pequeno príncipe e seu jardim. Um dia uma raposa passou por ali e se encantou com a harmonia que lá existia.
Esse príncipe vivia feliz, dava bom dia ao Sol, boa noite a Lua, brindava todas as flores, rosas e cravos do jardim com a sua alegria.
Ele era bem querido por todos e aos poucos recebeu a raposa como um deles. Ela adorava ir até lá e ficar perto daquele menino que a tratava tão bem, que lhe dava tanta atenção, a ponto de algumas flores ficarem enciumadas.

Sendo uma raposa esperta ela não impunha a sua presença a não ser quando o príncipe reclamava e ela ia visitá-lo. Sempre manteve uma distância respeitosa e amigável, pois esse ser da realeza tinha uma princesa em casa. A raposa nunca a viu, a não ser numa festa quando nem se conheciam direito, mas sempre soube da sua existência e, portanto, por saber se tratar de uma pessoa da realeza, também deixava claro sua deferência.

Nesses tempos modernos os príncipes mudam de reinos e lá se foi o menino principe reinar em outras redondezas. Esse novo local era longe da área que a raposa podia visitar, então se separaram, porém o carinho adquirido nos tempos que se conheceram continuou, a distancia não foi suficiente para acabar.

Se estamos falando em novos tempos eles tinham a seu favor os recursos digitais, então essa era a forma de saberem um do outro e assim o tempo (não tão longo) se passou.

Vieram novas estações, mudanças, crescimento, festas, o mundo girou e a vida os reaproximou. Havia algo de errado no castelo do príncipe e ele se lembrou da amiga raposa, provavelmente ela o entenderia.

Quando se reencontraram a raposa viu que o menino havia ficado para trás, havia um homem no lugar, ele não havia deixado de ser príncipe, mas havia crescido, amadurecido e começou a enxergar coisas que antes não via.

A lei “tu és eternamente responsável por aquilo que cativas” ainda continuava valendo nesse novo século e atendendo a essa lei eles retomaram o contato. O problema é que talvez ele não tivesse entendido a lição sobre cativar e a raposa fora do mundo perfeito que ele vivia no jardim também não era a mesma, agora além da sua atenção também queria retribuição e como o príncipe se acostumou a só receber criou-se um impasse.
A raposa percebeu que eles não se conheciam de verdade, o que haviam vivido antes foi algo que não cabia no mundo real, atual e teriam que se acertar. Até onde o egoísmo de um e a carência de outro iam se ajustar?

Infelizmente nesse novo século as estórias não têm moral a ensinar e muito menos tem um final para agradar ao atento leitor.

Peço desculpas, mas passe daqui a algum tempo, quem sabe eles se entenderam ou então caíram na real que eram de espécies animais diferentes e não tinha lógica nenhuma se falarem e ainda mais terem algum tipo de entendimento.

Fim (por enquanto...)

22 março 2009

UNIVERSO DE MIM MESMA




Vulcões que explodem, lavas destruídoras, desertos sem fim, maremotos violentos, tsunamis, incêndios devastadores, abismos, terremotos com graus que não cabem na escala Richter.

Arco-íris esplendorosos, pores-do-sol indescritíveis, praias paradisíacas, plácidos lagos, oásis, todas as maravilhas da natureza, sabores indescritíveis, sensações inimagináveis, prazeres desconhecidos, madrugadas, dias e noites sem comparações.

Tudo isso faz parte do meu universo, aquilo que somente eu posso viver e compreender, um mundo ainda não totalmente explorado pelo homem comum, a espera do “Cristóvão Colombo” que saiba encontrá-lo, entendê-lo e habitá-lo.

É um ambiente fácil? Tudo que é novo, diferente, pode assustar, mas tem suas compensações. Não existe um mapa, não tem um código a ser decifrado, somente poderá descobrir quem se aventurar.

Quem viver verá.


21 março 2009

DESEJOS E CONFLITOS




Dizem que devemos tomar cuidado com o que desejamos que pode se tornar realidade, mas alguém realmente já conseguiu ter algum desejo realizado no prazo que queria? O que noto é que quando acontece alguma coisa que um dia a gente quis já não tem mais a mesma importância, ou seja, chega atrasado.

Será que é algum gênio do tempo ou dos desejos que controla isso? Pelo jeito deve ser bem preguiçoso ou gosta de confusão. Não consigo ver a lógica disso.

Ou será que somos nós que na verdade não sabemos o que queremos? Achamos que sabemos e quando acontece percebemos que não era nada daquilo.

Costumo gostar de coisas que nem sempre estão ao meu alcance, talvez eu seja masoquista ou então não queira me comprometer, ou não queira ter trabalho nenhum. Será que a preguiçosa sou eu? Hummmm, vou ter que pensar nisso com mais afinco ou desencanar, as coisas nesse mundo não são fáceis mesmo e se fossem não teriam a menor graça!

Certo, mano?