29 março 2009

A incrível estória de uma promessa


Século 22, 19:00h, uma família se prepara para jantar.
A mãe está colocando a mesa para dar o jantar para as crianças quando escuta uma campainha estranha e irritante.

- Crianças, desliguem seus brinquedos, lavem as mãos e venham jantar.
Os filhos, que já lavaram as mãos, estão vindo para a mesa e falam para a mãe que desligaram todos os brinquedos e que nenhum tem esse barulho esquisito.
Ela responde que tudo bem, depois vai ver o que é. Nisso chega o marido e o barulho recomeça.

Ele pergunta:
- Que som é esse? Nunca ouvi algo parecido!

Ela fica cismada e vai atrás com o marido junto. No corredor percebem que o som vem da sala, mais exatamente de um baú que está fechado desde que se casaram, foi um presente que a mãe dela “empurrou”, disse que era uma herança.
Nesse baú continham algumas coisas que pertenceram a uma tia que ela nem conheceu, tentaram vender alguns pertences, mas ninguém quis comprar porque não sabiam para que serviam.
Na verdade a mãe havia pedido para ela assumir um compromisso que a bisavó dela, e que passava de filha para filha, e ela não tinha mais onde guardar o baú e também tinha medo de não conseguir cumprir caso um dia isso acontecesse.

Ela e o marido se entreolharam e abriram o baú: no fundo havia um aparelhinho estranho que fazia o barulho e tinha uma luz acesa. Com medo a mulher pediu ao marido que pegasse, ele se recusou já que se tratava de um legado da família dela.

Com receio ela pegou o aparelho e o abriu, ao fazer isso ouviu uma voz dizendo: “Alô, alô!”, ela colocou na orelha e respondeu:

- Alô!

Uma voz de homem do outro lado, com muito chiado, disse:

- Oi, é a Eli?

- Quem?! - ela perguntou

- A Eli, quero falar com ela, pode chamá-la? Diga que é o Leonardo que quer falar com ela.

Sem pensar ela disse, mais para o marido que estava ao seu lado boquiaberto:

- Nossa, ela não era doida, no final das contas!

A voz no aparelho falou:

- Doida, quem? Por favor, pode chamar a Eli? Prometi que ia ligar e finalmente achei tempo.

A mulher envergonhada pelo que havia dito esclareceu:

- Desculpe pelo que falei, esse aparelho pertenceu a tia da minha bisavó, que conhecíamos como Tia Tata, e ela antes de falecer pediu a sobrinha que guardasse esse aparelho, que agora descobri ser um modelo antigo de telefone, e que se caso um dia um rapaz chamado Leonardo ligasse era para atender, ela não queria parecer grosseira por não ter atendido, não queria que você pensasse mal dela.
Sempre achamos que isso era algum delírio de uma mente já desgastada, mas pelo jeito era real.

- O quê?! Não demorei tanto tempo assim para ligar!

- Sr. Leonardo, infelizmente ela não esta mais entre nós, eu mesma não a conheci, só minha mãe, mas ela já era bem velhinha, sempre foi um amor de pessoa, todos falam bem dela até hoje. Sempre foi muito atenciosa com os amigos.
Não se preocupe, na próxima semana vou levar rosas para ela, todos na família sabiam que adorava, e aproveito e deixo o aparelho lá, porque agora que ligou já posso deixar com ela, até porque a bateria está acabando, o carregador pifou e mesmo que funcionasse não teríamos onde ligá-lo, essa tecnologia do século 21 está muito defasada.
Muito obrigada pela sua ligação! Poupou-me de passar essa incumbência para a minha filha de 10 anos.

- Tum, tum, tum!

- Xi, caiu a linha....

Ela disse para o marido que estava chorando, emocionado por ter presenciado esse momento tão belo, as crianças não entendiam muito bem, mas sabiam que era um momento mágico:

- A Tia Tata deve estar feliz agora, finalmente seu amigo ligou, isso é que ser uma pessoa de palavra, disse que ia ligar e aí está!
Vamos jantar, depois conto para a minha mãe que nossa promessa finalmente foi cumprida।

27 março 2009

Pequena fábula sobre um principe quase perfeito




Num reino distante vivia um pequeno príncipe e seu jardim. Um dia uma raposa passou por ali e se encantou com a harmonia que lá existia.
Esse príncipe vivia feliz, dava bom dia ao Sol, boa noite a Lua, brindava todas as flores, rosas e cravos do jardim com a sua alegria.
Ele era bem querido por todos e aos poucos recebeu a raposa como um deles. Ela adorava ir até lá e ficar perto daquele menino que a tratava tão bem, que lhe dava tanta atenção, a ponto de algumas flores ficarem enciumadas.

Sendo uma raposa esperta ela não impunha a sua presença a não ser quando o príncipe reclamava e ela ia visitá-lo. Sempre manteve uma distância respeitosa e amigável, pois esse ser da realeza tinha uma princesa em casa. A raposa nunca a viu, a não ser numa festa quando nem se conheciam direito, mas sempre soube da sua existência e, portanto, por saber se tratar de uma pessoa da realeza, também deixava claro sua deferência.

Nesses tempos modernos os príncipes mudam de reinos e lá se foi o menino principe reinar em outras redondezas. Esse novo local era longe da área que a raposa podia visitar, então se separaram, porém o carinho adquirido nos tempos que se conheceram continuou, a distancia não foi suficiente para acabar.

Se estamos falando em novos tempos eles tinham a seu favor os recursos digitais, então essa era a forma de saberem um do outro e assim o tempo (não tão longo) se passou.

Vieram novas estações, mudanças, crescimento, festas, o mundo girou e a vida os reaproximou. Havia algo de errado no castelo do príncipe e ele se lembrou da amiga raposa, provavelmente ela o entenderia.

Quando se reencontraram a raposa viu que o menino havia ficado para trás, havia um homem no lugar, ele não havia deixado de ser príncipe, mas havia crescido, amadurecido e começou a enxergar coisas que antes não via.

A lei “tu és eternamente responsável por aquilo que cativas” ainda continuava valendo nesse novo século e atendendo a essa lei eles retomaram o contato. O problema é que talvez ele não tivesse entendido a lição sobre cativar e a raposa fora do mundo perfeito que ele vivia no jardim também não era a mesma, agora além da sua atenção também queria retribuição e como o príncipe se acostumou a só receber criou-se um impasse.
A raposa percebeu que eles não se conheciam de verdade, o que haviam vivido antes foi algo que não cabia no mundo real, atual e teriam que se acertar. Até onde o egoísmo de um e a carência de outro iam se ajustar?

Infelizmente nesse novo século as estórias não têm moral a ensinar e muito menos tem um final para agradar ao atento leitor.

Peço desculpas, mas passe daqui a algum tempo, quem sabe eles se entenderam ou então caíram na real que eram de espécies animais diferentes e não tinha lógica nenhuma se falarem e ainda mais terem algum tipo de entendimento.

Fim (por enquanto...)

22 março 2009

UNIVERSO DE MIM MESMA




Vulcões que explodem, lavas destruídoras, desertos sem fim, maremotos violentos, tsunamis, incêndios devastadores, abismos, terremotos com graus que não cabem na escala Richter.

Arco-íris esplendorosos, pores-do-sol indescritíveis, praias paradisíacas, plácidos lagos, oásis, todas as maravilhas da natureza, sabores indescritíveis, sensações inimagináveis, prazeres desconhecidos, madrugadas, dias e noites sem comparações.

Tudo isso faz parte do meu universo, aquilo que somente eu posso viver e compreender, um mundo ainda não totalmente explorado pelo homem comum, a espera do “Cristóvão Colombo” que saiba encontrá-lo, entendê-lo e habitá-lo.

É um ambiente fácil? Tudo que é novo, diferente, pode assustar, mas tem suas compensações. Não existe um mapa, não tem um código a ser decifrado, somente poderá descobrir quem se aventurar.

Quem viver verá.


21 março 2009

DESEJOS E CONFLITOS




Dizem que devemos tomar cuidado com o que desejamos que pode se tornar realidade, mas alguém realmente já conseguiu ter algum desejo realizado no prazo que queria? O que noto é que quando acontece alguma coisa que um dia a gente quis já não tem mais a mesma importância, ou seja, chega atrasado.

Será que é algum gênio do tempo ou dos desejos que controla isso? Pelo jeito deve ser bem preguiçoso ou gosta de confusão. Não consigo ver a lógica disso.

Ou será que somos nós que na verdade não sabemos o que queremos? Achamos que sabemos e quando acontece percebemos que não era nada daquilo.

Costumo gostar de coisas que nem sempre estão ao meu alcance, talvez eu seja masoquista ou então não queira me comprometer, ou não queira ter trabalho nenhum. Será que a preguiçosa sou eu? Hummmm, vou ter que pensar nisso com mais afinco ou desencanar, as coisas nesse mundo não são fáceis mesmo e se fossem não teriam a menor graça!

Certo, mano?

04 novembro 2008

SURTO (?!)


Numa segunda-feira eu tive um surto ou um renascimento como diz a minha terapeuta (não sou o Woody Allen, mas também faço terapia).
Chorei como acho que nunca chorei na vida, sou de chorar pouco mesmo, já tem gente que chora demais e por mim, já basta o Marquinho que chorou no filme do "Tarzan" (se um dia ele ler isso estou ferrada!). E Marquinho é eufemismo, já que ele tem quase dois metros de altura, um dia ele deve ter sido um Marquinho, mas cresceu e muito, e o apelido ficou.

Para variar já fugi do tema, sou assim mesmo, não consigo ser linear, penso, falo, respiro, mudo de assunto, tudo muito rápido, tem gente que tem dificuldade em me acompanhar, só consigo ficar em "linha reta" quando estou com cliente e ainda assim sou obrigada a me "puxar" de volta ao assunto, senão não vendo nada e vira "papo de comadre", difícil não encontrar alguém que não queira bater papo ou achar um pouco para se pavonear, enfim sou prolixa no texto, no pensamento, na fala.

Enquanto escrevo isso estou ouvindo o Roda Viva que hoje está entrevistando o David Lynch que realmente deve ter muito a dizer, mas o que mata são os jornalistas querendo se aparecer e fazer a pergunta mais inteligente da noite, porque temos essa necessidade de ser mais inteligente que os outros?

Voltando: no meu acesso, joguei roupas que recolhi do varal longe, achei no dia seguinte, ainda bem que não foram meus bibelôs, notei o quanto deixei de ser a estrela principal da minha vida, virei coadjuvante num show que é só meu, como é que pode isso?

Depois escrevo a fábula, se é que posso chamar assim, da princesa principal que se tornou a gata borralheira coadjuvante, consegui fazer o caminho inverso dos contos de fada, acho que deveria ter meu nome no livro mais inútil do mundo, o Guinnes, livro dos recordes.

Leio livros que poderia ter escrito, talvez melhor, vejo peças que poderia ter escrito melhor, vejo coisas que não fiz, não vivi tudo porque assumi um papel secundário. A frase que está no meu msn e no meu orkut é "A star is born". Parece coisa de adolescente, mas as vezes preciso lembrar a mim mesma que tenho que brilhar e ficar a frente na minha vida, não me preocupar se sou mais inteligente em algumas ocasiões ou uma perfeita imbecil em outra. A controladora em mim é dura de controlar. Durma com uma contradição dessa.

(O David Lynch está vendendo uma idéia de meditação, porque será que as pessoas vão ficando mais velhas vão se tornando esotéricas?! Deus me livre desse destino).

Perdi um pouco o dom de escrever e não sei se quero ter "audiência" de novo, dá trabalho texto novo, pensar em agradar e atualmente está difícil agradar a mim mesma, que dirá agradar aos outros?

Essa egoísta que escreve não sou eu, mas um dia ela irá tomar conta e a vai mandar a controladora passear, talvez eu troque de um carrasco por outro, rsrs.

Preciso guardar o suco e o requeijão que deixei fora da geladeira, minha mente não descansa.

Espero que o surto, ou renascimento, não aconteça de novo, é dolorido, faz pensar e dá ruga, isso é ruim perto do aniversário, ou então tudo isso nada mais é que um inferno astral de lascar!

Boa noite, Eli, vai terminar de fazer suas coisas e dormir!!!

ZERAR OU A PERDA TEMPORÁRIA DA MEMÓRIA


Se um dia eu perder a memória gostaria de saber qual o "gatilho" que vai me trazer de volta:

- O arroz da minha mãe?

- As bênçãos da minha avó?

- A voz do Léo ao telefone?

- O "Oi, tia" das minhas sobrinhas?

- O latido histérico do Minduim?

- A risada das minhas irmãs?

- As gozações dos meus irmãos?

- Minha mãe e minhas tias contando "causos" e rindo feito doidas?

- Meu pai distribuindo doces?

- Os esquecimentos da Sandra?

- A risada da Dani?

- O sotaque do Guilherme?

- O "Oi, Eli" do Michel?

- As ligações carinhosas da Marga?

- As tiradas da Rosana?

- Os chiliques e os dramas do Diógenes?

- Os textos do Carlinhos?

- O "Amo amo amo" do Kleber?

- Ao ver o Circo du Soleil lembrarei do Giga?

- O lado zen do Ricardo?

- O carinho das minhas primas e são várias... ?


Não sei se alguma dessas coisas pode me trazer de volta, talvez nenhuma, talvez algumas, talvez todas, mas o ideal seria que eu voltasse por mim mesma, que zerasse tudo que me desagrada e só ficasse com as partes boas, voltasse pelas coisas que só eu reparo, pelas coisas que só eu sei fazer, pelos aniversários que só eu lembro, pelos momentos que só eu vi e vivi, pelas sensações que são impossíveis, impensáveis e impublicáveis de colocar nesse texto, que eu voltasse por mim e para mim!

15 maio 2007


Mudanças, mudanças, mudanças

São tantas as mudanças, externas e internas, porém a que mais me chama a atenção e me anima ultimamente é a física.
Finalmente vou mudar de casa, vou para o meu espaço. Ainda não posso chamar totalmente de meu porque será alugado, mas espero em breve comprar e daí sim vou poder gritar que é MEU!!!!!!!!!!!!!!!!!

Dessa troca de endereço outras mudanças virão e espero ansiosa por elas, algumas coisas sei que serão ótimas, outras nem tanto, mas faz parte da vida e estou pronta para tudo isso.

Quando escrevi anteriormente que morrer dói lógico que estava falando de forma figurada, pense em uma árvore que é toda podada, fica só o tronco, deve doer muito todo esse corte, porém ela volta depois linda e mais forte, mais bela.
É assim que me sinto hoje, ainda não nasceu todos os galhos, não floresceu tudo que sei que sou capaz, mas estou renascendo.

É isso, notícias devem vir em breve ou não, vai saber se vou ter tempo, não é?!

Beijos,

PS.: A palavra mudança está meio recorrente nesse blog, eu sei, não é falta de criatividade, é a minha realidade mesmo...


22 janeiro 2007


Crescer dói, mas morrer dói mais ainda....

08 dezembro 2006


MOSAICO


....
Nothing much to say, I guess;

just the same as all the rest
Been tryin' to throw your arms round the world.
And a woman needs a man
like a fish needs a bicycle

When you're tryin' to throw your arms around the world.
Gonna run to you, run to you, run to you
I'm gonna run to you, run to you, run to you
I'm gonna run to you, run to you, run to you, woman be still
Woman be still, woman be still, woman I will.

Tryin' To Throw Your Arms Around The World – U2

....
Confundo as tuas coxas com as de outras moças

Te mostro toda a dor
Te faço um filho
Te dou outra vida pra te mostrar quem sou
Vago na lua deserta das pedras do Arpoador
Digo 'alô' ao inimigo
Encontro um abrigo no peito do meu traidor
Faz parte do meu show
Faz parte do meu show, meu amor

Faz Parte Do Meu Show – Cazuza

....
Take me out tonight

where there's music and there's people
who are young and alive
driving in your car
I never never want to go homebecause
I havent got one, anymore
take me out tonight
because I want to see people and
Iwant to see lights
driving in your car
oh please dont drop me home
....
to die by your side

the pleasure and the privilege is mine
take me out tonightoh take me anywhere, I dont care
and in the darken underpass
I thought Oh God, my chance has come at last
(but then a strange fear gripped me and I just couldn't ask)

There Is A Light That Never Goes Out – The Smiths

Quando ela cai no sofá
So far away
Vinho à beça na cabeça
Eu que sei
Quando ela insiste em beijar
Seu travesseiro
Eu me viro do avesso
Eu vou dizer aquelas coisas
Mas na hora esqueço
....
Você tá nessa rejeitada

Caçando paixão
Eu com a cara mais lavada
Digo: porque não

Por que não eu?
Por que não eu?


Por Que Não Eu? – Leoni

...
I want somebody who cares

for me passionately
with every thought
and with every breath
someone who'll help me see things
in a different light
all the things I detest
I will almost like
I don't want to be tied
to anyone's strings
I'm carefully trying to stay clear
of those things
and when I'm asleep
I want somebody
who will put their arms around me
and kiss me tenderly
though things like this make me sick
in a case like this
I'll get away with it

Somebody – Depeche Mode


Mais um aniversário, mais uma festa, mais uma comemoração e eu estou comemorando o quê?
Sei que parece ingratidão e talvez seja mesmo, tenho tanto mais que outros, fui tão prestigiada, bla, bla, mas nesse momento o problema sou eu comigo.
Estou tentando resolver, vai demorar, mas chego lá.

Sinto que estou fragmentada, vejo partes, como um mosaico que forma uma figura, ainda não vi o todo, mas já é algo concreto.

As letras das músicas refletem um pouco os vários sentimentos que tenho sentido ou que passaram por mim nos últimos tempos. Pode parecer sem sentido, mas garanto que tem.

Para quem não foi na minha festa fica aqui o link com as fotos, só posso dizer que foi maravilhosa:

http://eliproenca.multiply.com/photos/album/37

Beijos.

02 novembro 2006


EVERY BREATH YOU TAKE

Poxa, já se passaram dois meses sem atualização aqui, mas não tem problema, pois eu havia dito que escreveria quanto tivesse vontade.
Na verdade a vontade existiu, mas faltou tempo e apenas escrever somente para atualizar o blog já não me interessa mais. Agora procuro qualidade, não quantidade.

Muita água rolou, coisas boas, outras nem tanto, porém foram muitas e muitas conquistas. Talvez para algumas pessoas passassem desapercebidas, mas para mim foram verdadeiras vitórias. Pode-se dizer que perdi algumas “virgindades”, nada no sentido sexual, risos (apesar de que se fosse também qual seria o problema, não é mesmo?).

A terapia tem me ajudado muito, mas os créditos são todos meus, minhas vitórias, conquistas, cabeçadas e todas as descobertas que tem vindo junto. Esse espaço não seria suficiente para escrever e ainda algumas coisas estão somente no início, acredito que mais para frente estejam mais maduras e concretas.

De tudo que tem me feito feliz são realmente as descobertas de mim mesma, do que sou capaz, do que não sou, do que posso e não posso fazer. Tentar me ver como as outras pessoas me vêem, tirar certos ranços e pré-conceitos da minha vida e poder me “jogar” mais nas coisas.
Falta muito ainda, mas acredito que estou indo hiper bem!!!!!!!

Semana passada estive em Recife, mais exatamente em Olinda, na casa da minha querida amiga Jô e tive dias maravilhosos. Muita praia, muito sol, momentos de descanso maravilhosos e tive oportunidade de conhecer pessoas muito legais.
Viajar para mim é isso, aproveitar cada segundo que se apresenta, não esquentar quando as coisas não dão certo, porque está provado cientificamente que Murphy sempre viaja com a gente. Fazer como fiz lá (o povo da terra não conhecia a expressão) “se está no inferno abraça o capeta”! risos.
Essa minha nova filosofia deu super certo, porque mal me lembro das coisas que não deram certo, só das que deram e muito certo!
Só um exemplo: pedi um prato com um amigo que conheci na viagem e achamos que era posta de peixe ao molho de coco, quando veio descobrimos que era siri. Fazer o que? Comemos, estava bom, deu para matar a fome. Ninguém morreu, aqui estou para contar a história.
Só uma dica: quando for para Pernambuco lembre-se que aratu não é peixe, é siri....

Bem, pelo que todos escreveram no outro post sobre ser romântica (coisa que não me acho sinceramente), mas a maioria venceu e como estou me esforçando para me ver como sou vista, então irei assumir meu suposto romantismo, risos.

Sou apaixonada por séries americanas e uma que me tocou muito foi a série “Ally Mcbeal” e como amo o Sting fecho meu post com uma música do The Police que ele cantou num dos capítulos, aniversário da Ally.

http://www.youtube.com/watch?v=tLMoNV1qNg0&mode=related&search=

Ah, dia 02/dezembro vou comemorar meu niver num bar chamado “Frango com Tudo” e faço questão que todos os meus amigos estejam lá. Se der para levar o Sting beleza, senão só a presença de vocês já me fará muito feliz!

Beijos

PS.: Essa foto da abertura foi tirada quando estava indo de buggy fazer o passeio Praias do Cabo de Santo Agostinho.

03 setembro 2006

Caminhos, mudanças, descobrimentos

“...Eu vou pagar a conta do analista
Pra nunca mais ter que saber quem eu sou...”
Ideologia
– Cazuza

Diferente do Cazuza eu resolvi descobrir quem sou, porque sou, para onde vou.
No primeiro dia de análise ganhei a “chave do conhecimento”, foi a brincadeira que fiz com a terapeuta, pois para poder entrar na casa cada paciente tem a sua chave do portão, lá não tem recepcionista.
É uma casa de bairro, numa rua bem sossegada, de fácil acesso pelo metrô, e quando entro lá me sinto segura, é uma casa que você sente que quem trabalha lá tem carinho pelo espaço, é cheio de lembranças de viagens, tem sofás aconchegantes, água e café, você se serve, é o famoso entre e fique a vontade.

Só que toda vez que entro não faço idéia de como irei sair. Em um mês e pouco já saí de várias formas: alegre, feliz, pensativa, triste, arrasada.
Ela me disse que algumas vezes não seria fácil, que iria doer, mas eu não imaginava que fosse tanto.

É tão mais fácil darmos palpites na vida e nos problemas dos outros, vemos com facilidade aquilo que está na “cara” da pessoa e ela não enxerga, porém quando se trata de nós mesmos a coisa muda totalmente de figura.
Amigos me falam muitas coisas a meu respeito, escuto e fica aquela sensação que são suspeitos já que gostam de mim, tem envolvimento, de alguma forma, com a minha vida. A terapeuta não.
Não é minha amiga, não é da minha família, não tem porque aumentar ou diminuir as situações. A função é “caminhar comigo” (estou usando uma expressão dela) e me ajudar a resolver os problemas, sentimentos, neuras, vontades, desejos, coisas enterradas, fantasmas, que mesmo não estando visíveis, me assombram.

Esse é um caminho longo, estou apenas no começo, esse novo blog faz parte desse processo, a vontade de retomar a escrever surgiu nas sessões, nas conversas. Sinto que escrevendo desabafo e me esclareço, me faz bem.

Muitos textos daqui para frente podem ser coerentes, outros não, como a própria definição do blog diz é um espaço para colocar pensamentos, e também sentimentos, em palavras.

Me veio na cabeça agora uma música antiga do Guilherme Arantes “Meu mundo e nada mais”, é mais ou menos isso e também mais que isso.

Hoje a música que tem a ver comigo é a do Lenine “Paciência” e como diz um texto que corre na internet sobre as orações dos signos eu preciso de muita paciência, pelo jeito não entrei nessa fila antes de nascer.

Patience and peace!!!

27 agosto 2006

Será que sou romântica e não sei?!

Outro dia conversando com um amigo estávamos falando de cenas de filmes, quais as mais marcantes, etc.
São muitas, tantas que algumas na hora me fugiram da memória, porém citei três que não tinha como esquecer.
Duas são de filmes antigos e outra é mais atual.

Mais fácil falar do filme mais recente: “O Segredo de Brokeback Mountain”, que trata do amor de dois homens que começa nos anos 1960 e dura duas décadas. Independente de ser um filme gay fala de amor, mostra a incompreensão e a incapacidade da sociedade aceitar o que não é “normal”, do que está pré-estabelecido.
A cena que mais me tocou (se não assistiu pule para o próximo parágrafo) é quando o Ennis cai no chão na beira do rio e fala para o Jack que ele abriu mão da vida dele para poder viver esse amor, a cada verão, uma por vez por ano e que o Jack não tem noção do que isso custou e significava na vida dele.
Quase surtei dentro do cinema, foi uma cena tão forte, que parecia real, era muito amor e sofrimento junto.

A segunda cena de filme que lembro que me marcou foi “A Testemunha” com o Harrison Ford, é sobre um policial que para fugir dos bandidos que querem matar uma testemunha, um menino, se esconde numa colônia “amish”, formada por agricultores que não aceitam os benefícios da vida moderna. Ele acaba se envolvendo com a mãe do garoto, que é viúva, porém ela não pode ter nada com ele, senão terá que abandonar a comunidade e o filho.
A cena que me marcou no filme: ela está tomando banho, com a porta entreaberta e ele passa e a vê. Eles se olham por alguns segundos, parece uma vida, todo o tesão, a vontade de ficar juntos fica estampado no rosto deles, mas sabem que é um amor que não deve ser consumido, tem muita coisa em jogo. Tudo isso acontece sem uma palavra, fica tudo sub entendido. É demais, muito bem feito.

Por último deixei a cena que foi uma das primeiras a me marcar e por conta dela que faço a pergunta título “Serei eu uma romântica enrustida?”, risos.
Trata-se do filme do Super Man, o primeiro, quando ele vai até o apartamento da Lois Lane e a leva para voar.
Quando estão lá no céu a Lois olha para ele e começa a pensar se ele pode ler seus pensamentos como pode ver através dela (visão de raio-x).
Jamais me esqueci dessa cena, porque na minha adolescência eu desejei ardentemente ser ela, porém a letra da música, que nada mais é que o pensamento dela, fala de um amor impossível, de algo inatingível, de não saber se ele pode corresponder ao que ela sente.
Ai, ai (suspiro), é muito lindo!!!

Comprei o DVD Box com a trilogia do Super Man e a primeira coisa que fui ver foi exatamente esse trecho do filme. Notei a falta de recursos da época, o cabelo dele emplastado de gel, a roupa brega dela, mas o sentimento ficou, a vontade de voar com o Super Man.

Isso é ser romântica ou sonhadora (leia-se lunática)?!

Não sei, na verdade nem quero saber, só quero ter essa sensação de arrebatamento um dia, de estar nos braços de um homem que pode ser tornar Super e me sentir segura lá!


Para quem quiser saber mais:

O SEGREDO DE BROCKEBACK MOUNTAIN:


Filme
http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/brokeback-mountain/brokeback-mountain.asp

Conto que deu origem ao filme:
http://www.flogao.com.br/drezinn/news/1119629


A TESTEMUNHA:

Filme
http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/testemunha/testemunha.htm


SUPER MAN:

Filme
http://www.cineplayers.com/filme.php?id=866

Cena do Super Man voando com a Lois Lance
http://www.youtube.com/v/HtJsJQHyLhU

Tradução da música
http://maureen-mcgovern.letras.terra.com.br/letras/768401/

22 agosto 2006


O que é que realmente seduz?

Um olhar, um jeito de morder o lábio superior, a forma das mãos, um gesto, um ombro descoberto, um pescoço a mostra, um decote que mais sugere do que evidencia, um tornozelo que aparece sobre a calça, uma sandália delicada, um olhar fixo em você enquanto fala, um sorriso matreiro, uma forma de por a mão no lábio enquanto pensa, ou então tudo isso junto ou nenhuma das anteriores??!!

Difícil explicar isso, infelizmente não tem um manual, cada pessoa reage de forma diferente.
Claro que o sexo e a opção sexual influem muito, porém percebo que sempre é muito subjetivo.

Preciso descobrir isso urgente e saber como seduzir um sorriso que me deixou pensativa...

20 agosto 2006

SAUDADES, MUDANÇAS, REALIDADE....

Enquanto pensava se abriria um novo blog ou atualizava o antigo estava cheia de idéias sobre o que escrever, pensamentos “profundos” e agora essa página em branco me olha como se dissesse “E aí?”.

Eu é que pergunto “E aí?”. Sinceramente não sei...
Parece que as palavras fugiram, fizeram greve como os funcionários do metrô essa semana (diga-se de passagem, que greve mais besta, não serviu para nada e atrapalhou horrores).

Uma das coisas que me lembro que deu vontade de escrever foi um comentário de uma amiga casada que sempre que me escreve finaliza com “Saudades”, às vezes me escreve somente isso. Fiquei matutando com meus botões, será que é saudade de mim ou saudade do que eu represento para ela?
Porque eu continuo indo a festas, encontrando os amigos, indo e vindo quando bem quero e ela não pode mais, tem filho pequeno, marido, cachorro, etc.

Acredito que sinta minha falta, mas no fundo é muito mais que isso, é falta do que ela imagina que está perdendo, do que ficou para trás, das novidades que acredita que estão ocorrendo e que não tem acompanhado.

Na verdade as coisas continuam as mesmas: as baladas cheias de gente, que mal falam com as outras pelo barulho, muitos mal se olham, os amigos quando se encontram nunca tem muito tempo para os outros, no máximo falam dos próprios problemas ou querem saber da vida daqueles que não tem comparecido, como a amiga casada sumida, quem está com quem, etc.
O ir e vir é opcional, porque independe da condição da pessoa, a não ser que ela esteja presa, continua tendo esse direito, é só se adaptar.

Tenho vontade de dizer a ela que curta o que está vivendo, porque isso também passa, filho cresce, mudam as prioridades e se ela não ficar atenta vai sentir saudades do que não viveu.

E com tantas mudanças que tenho feito na minha vida logo também não vai me reconhecer se não sair do virtual e marcar para nos vermos.
È, a vida é isso mesmo: momentos reais, atuais, não o que ficou e nem o que virá.

Escrever agora, nesse momento, é transformar a saudade que eu sentia em um prazer real, que me faz feliz e me ajuda a caminhar.

19 agosto 2006


Começar de novo....

Esse é o primeiro post, espero que não fique só nesse.
A vontade de escrever tem vindo mais forte, mas a vontade de retomar o antigo desapareceu.
Não que eu renegue meu blog anterior (
www.panaceia.blig.com.br) ou meu passado, porém quero novos ares, novos assuntos.
Vamos ver no que dá!
Let´s go, baby!!!!!!